Ouves, de longe, mas ainda assim de uma maneira perfeitamente audível, alguém dizer, convincentemente, que a Europa é no Egipto.
Tu perdes as estribeiras, evidentemente. Só te ocorre aproximares-te do tipo que disse tamanha barbaridade, dar-lhe um par de estalos e ver se ele se cala ou se repete a graça.
Como tu és uma pessoa calma, diriges-te a ele e explicas que ele está errado e que, sinceramente, ele devia pensar duas, aliás, cinco vezes antes de abrir a boca.
É assim que se resolvem os problemas.
domingo, 28 de outubro de 2007
sábado, 20 de outubro de 2007
domingo, 14 de outubro de 2007
Pois então...
Nestes últimos dias, tenho lido muito. Não muito, mas muito depressa.
Antes do livro que estou a ler agora, li um outro que não me agradou sobremaneira, mas que, por ser continuação de outro e por estar escrito duma maneira que me faz querer ler mais, me entreteve.
No entanto, e apesar de gostar quando isto me acontece, fico a remoer o assunto. Ou seja, fico a pensar intermitantemente, no final do livro e como será o próximo, que ainda deve demorar a sair.
E fico num impasse. E sinto-me mal por não conseguir deixar de pensar nele. Por isso começo a ler rapidamente outro livro para me distrair, de modo a deixar de pensar na pseudo-morte da Edwina, na revelação espantosa do Edwin, no facto de a Freya ter sido levada para o país dos Vândalos, onde mora o adorável Helgi e no futuro do Ivarr.
Baah.
O pior de tudo é que tenho 17 anos e que, por esta altura, já não devia gostar de ler livros de fantasia. Digo eu.
Antes do livro que estou a ler agora, li um outro que não me agradou sobremaneira, mas que, por ser continuação de outro e por estar escrito duma maneira que me faz querer ler mais, me entreteve.
No entanto, e apesar de gostar quando isto me acontece, fico a remoer o assunto. Ou seja, fico a pensar intermitantemente, no final do livro e como será o próximo, que ainda deve demorar a sair.
E fico num impasse. E sinto-me mal por não conseguir deixar de pensar nele. Por isso começo a ler rapidamente outro livro para me distrair, de modo a deixar de pensar na pseudo-morte da Edwina, na revelação espantosa do Edwin, no facto de a Freya ter sido levada para o país dos Vândalos, onde mora o adorável Helgi e no futuro do Ivarr.
Baah.
O pior de tudo é que tenho 17 anos e que, por esta altura, já não devia gostar de ler livros de fantasia. Digo eu.
Histórias de Anansi
Estou a ler um livro muito giro. Não sabia o que escrever no blog, por isso decidi partilhar um pouco do meu livro convosco:
"Ora bem, provavelmente todos vocês conhecem algumas histórias de Anansi. Provavelmente, não há ninguém no mundo que nãoconheça algumas histórias de Anansi.
Anansi era uma aranha, quando o mundo ainda era uma crainça e, todas as histórias estavam a sercontadas pela primeira vez. Costumava meter-se em sarilhos, e costumava safar-se dos sarilhos. A história do Tar Baby, aquela que costumam contar sobre o Bre'r Rabbit? No começo, essa era uma história de Anansi. Alguns povos pensam que ele era um coelho. Mas estão enganados. Não era um coelho. Era uma aranha.
(...)
Já que estivemos há pouco num funeral, deixem-me contar-vos uma história de Anansi, sobre a altura em que a avó dele morreu. (Não se preocupem, ela já era velhinha, e morreu durante o sono. São coisas que acontecem.) Ela morreu muito longe de casa, e por isso o Anansi atravessa a ilha com o seu carrinho de mão, e pega no corpo da sua avó, e põe-no no carrinho, e empurra-o para casa. É que ele quer enterrá-la perto do baniano nas traseiras da sua cabana, percebem?
Agora imaginem, ele está a atravessar a cidade, depois de andar a empurrar o carrinho de mão com o cadáver da avó toda a manhã, e pensa 'tou a precisar de beber um copo. Por isso entra na loja, pois essa aldeia tem uma loja, uma loja que vende de tudo, e cujo dono é um homem facilmente irritável. Ora Anansi entra e bebe um bocado de whisky. Bebe mais um bocado e pensa, vou pregar uma partida a este tipo, e por isso diz ao lojista, anda, vai levar um copo de whisky à minha avó, que está lá fora a dormir no carrinho. Podes ter de a acordar, porque ela tem um sono muito pesado.
E então lá vai o lojista, sai da loja com a garrafa e vai até ao carrinho, e diz à velhota: «Ouça, tem aqui o seu whisky». Mas a velhota nem se mexe. E depois faz uma coisa que os mortos costumam fazer nos dias de calor: solta uma sonora flatulência. Ora o lojista fica tão furioso com a velhota por tê-lo presenteado com tal flatulência, que lhe bate, e volta a bater, e bate-lhe ainda mais uma vez, e ela cai do carrinho ao chão.
Nessa altura o Anansi sai a correr da loja e começa a gritar, e a berrar e a carpir e a continuar a berrar, e a dizer: a minha avó, a minha avó está morta, olha o que fizeste! Assassino! Malvado! E o lojista diz ao Anansi: não diga a ninguém que fui eu, e dá-lhe cinco garrafas inteiras de whisky, e uma sacola com ouro, e um saco de bananas-de-são-tomé, e ananases e mangas, para lhe calar o berreiro e ir-se embora dali.
(É que ele pensa que foi ele quem matou a avó do Anansi, percebem?)
E assim lá vai o Anansi, empurra o carrinho até casa, e enterra a avó sob o baniano.
No dia a seguir, o Tigre vai a passar pela casa do Anansi e, ao sentir o cheiro de comida a ser cozinhada, resolve fazer-se de convidado. E o Anansi, que estava a preparar um festim, não tem outro remédio que não convidar o Tigre e a sentar-se e a comer com ele.
E diz o Tigre: meu Irmão Anansi, onde arranjaste tu esta deliciosa comida? E nem penses em enganar-me. E onde arranjaste estas garrafas de whisky, e aquela grande sacola cheia de moedas de ouro? Se me mentires, arranco-te o pescoço.
E o Anansi responde-lhe: não te posso mentir, Irmão Tigre. Obtive tudo isto por ter levado a minha falecida avó à aldeia num carrinho de mão. E o merceeiro deu-me todas estas coisas preciosas por lhe ter trazido a minha falecida avó.
Ora o Tigre não tinha nenhuma avó ainda viva, mas a mulher dele ainda tinha mãe, por isso vai até casa e chama pela mãe da mulher e diz-lhe, avó, anda cá fora, que temos de ter uma conversinha. E ela vem cá fora, e espreita para todos os lados, e pergunta: mas que se passa? Bom, o Tigre mata-a, apesar de a sua mulher gostar muito da mãe, e põe o corpo num carrinho de mão.
E empurra o carrinho até à aldeia, com o corpo da sogra lá dentro. Quem quer um cadáver?, pergunta ele. Quem quer uma avó morta? Mas as pessoas limitavam-se a zombar dele, e riam-se dele, e gozavam-no, e quando viram que estava a falar a sério e não se ia embora bombardearam-no com fruta podre até correrem com ele dali.
Não era a primeira vez que Anansi fazia o Tigre de parvo, e não seria a última. A mulher do Tigre assegurou-se de que ele jamais se esquecera de como matara a sua mãe. Havia dias em que o Tigre sentia que o melhor era não ter nascido.
Esta é uma história de Anansi."
Anansi, aparentemente, porque eu não conhecia nenhuma história dele até à data, é um deus africano, bastante malandrinho. Ehe.
"Ora bem, provavelmente todos vocês conhecem algumas histórias de Anansi. Provavelmente, não há ninguém no mundo que nãoconheça algumas histórias de Anansi.
Anansi era uma aranha, quando o mundo ainda era uma crainça e, todas as histórias estavam a sercontadas pela primeira vez. Costumava meter-se em sarilhos, e costumava safar-se dos sarilhos. A história do Tar Baby, aquela que costumam contar sobre o Bre'r Rabbit? No começo, essa era uma história de Anansi. Alguns povos pensam que ele era um coelho. Mas estão enganados. Não era um coelho. Era uma aranha.
(...)
Já que estivemos há pouco num funeral, deixem-me contar-vos uma história de Anansi, sobre a altura em que a avó dele morreu. (Não se preocupem, ela já era velhinha, e morreu durante o sono. São coisas que acontecem.) Ela morreu muito longe de casa, e por isso o Anansi atravessa a ilha com o seu carrinho de mão, e pega no corpo da sua avó, e põe-no no carrinho, e empurra-o para casa. É que ele quer enterrá-la perto do baniano nas traseiras da sua cabana, percebem?
Agora imaginem, ele está a atravessar a cidade, depois de andar a empurrar o carrinho de mão com o cadáver da avó toda a manhã, e pensa 'tou a precisar de beber um copo. Por isso entra na loja, pois essa aldeia tem uma loja, uma loja que vende de tudo, e cujo dono é um homem facilmente irritável. Ora Anansi entra e bebe um bocado de whisky. Bebe mais um bocado e pensa, vou pregar uma partida a este tipo, e por isso diz ao lojista, anda, vai levar um copo de whisky à minha avó, que está lá fora a dormir no carrinho. Podes ter de a acordar, porque ela tem um sono muito pesado.
E então lá vai o lojista, sai da loja com a garrafa e vai até ao carrinho, e diz à velhota: «Ouça, tem aqui o seu whisky». Mas a velhota nem se mexe. E depois faz uma coisa que os mortos costumam fazer nos dias de calor: solta uma sonora flatulência. Ora o lojista fica tão furioso com a velhota por tê-lo presenteado com tal flatulência, que lhe bate, e volta a bater, e bate-lhe ainda mais uma vez, e ela cai do carrinho ao chão.
Nessa altura o Anansi sai a correr da loja e começa a gritar, e a berrar e a carpir e a continuar a berrar, e a dizer: a minha avó, a minha avó está morta, olha o que fizeste! Assassino! Malvado! E o lojista diz ao Anansi: não diga a ninguém que fui eu, e dá-lhe cinco garrafas inteiras de whisky, e uma sacola com ouro, e um saco de bananas-de-são-tomé, e ananases e mangas, para lhe calar o berreiro e ir-se embora dali.
(É que ele pensa que foi ele quem matou a avó do Anansi, percebem?)
E assim lá vai o Anansi, empurra o carrinho até casa, e enterra a avó sob o baniano.
No dia a seguir, o Tigre vai a passar pela casa do Anansi e, ao sentir o cheiro de comida a ser cozinhada, resolve fazer-se de convidado. E o Anansi, que estava a preparar um festim, não tem outro remédio que não convidar o Tigre e a sentar-se e a comer com ele.
E diz o Tigre: meu Irmão Anansi, onde arranjaste tu esta deliciosa comida? E nem penses em enganar-me. E onde arranjaste estas garrafas de whisky, e aquela grande sacola cheia de moedas de ouro? Se me mentires, arranco-te o pescoço.
E o Anansi responde-lhe: não te posso mentir, Irmão Tigre. Obtive tudo isto por ter levado a minha falecida avó à aldeia num carrinho de mão. E o merceeiro deu-me todas estas coisas preciosas por lhe ter trazido a minha falecida avó.
Ora o Tigre não tinha nenhuma avó ainda viva, mas a mulher dele ainda tinha mãe, por isso vai até casa e chama pela mãe da mulher e diz-lhe, avó, anda cá fora, que temos de ter uma conversinha. E ela vem cá fora, e espreita para todos os lados, e pergunta: mas que se passa? Bom, o Tigre mata-a, apesar de a sua mulher gostar muito da mãe, e põe o corpo num carrinho de mão.
E empurra o carrinho até à aldeia, com o corpo da sogra lá dentro. Quem quer um cadáver?, pergunta ele. Quem quer uma avó morta? Mas as pessoas limitavam-se a zombar dele, e riam-se dele, e gozavam-no, e quando viram que estava a falar a sério e não se ia embora bombardearam-no com fruta podre até correrem com ele dali.
Não era a primeira vez que Anansi fazia o Tigre de parvo, e não seria a última. A mulher do Tigre assegurou-se de que ele jamais se esquecera de como matara a sua mãe. Havia dias em que o Tigre sentia que o melhor era não ter nascido.
Esta é uma história de Anansi."
Anansi, aparentemente, porque eu não conhecia nenhuma história dele até à data, é um deus africano, bastante malandrinho. Ehe.
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Tentações do Açúcar
Era uma vez um senhor, dono de uma fábrica de chocolate, cinematograficamente conhecida. O seu nome era Willy Wonka. Ele já tinha chateado metade dos seus trabalhadores até à morte, naquele dia, por isso, estando bastante cansado, decidiu dormir um bocadinho.
Apagou a luz do seu quarto, algo sombrio, devo dizer, e adormeceu profundamente. Quando acordou, regressou à sua rotina, deixando atrás de si, pegadas verdes floruscentes. Toda a gente se riu, excepto ele, que, na altura, ainda não tinha conhecido o Charlie, nem feito as pazes com o pai assustador que, convenientemente, ou não, era dentista.
Até hoje, nunca se descobriu quem pintou os pés de Willy Wonka, nem a razão de ele não se ter calçado ao levantar.
*
Beloved Ferreiro
Existe um homem. Meio lenda, meio monstro.
O nome dele não é Skilgannon, Rita.
Ele chama-se Barnabás. Um brutamontes de primeira, digo-vos.
Mora numa aldeia no norte.
Trabalha como ferreiro e é hábil no manejar da espada, mas nunca lutou; nunca ganhou nenhuma batalha, nunca nada. Ele não é conhecido.
Certo dia, decide que tem de aproveitar a vida: inscreve-se no exército e vai para a guerra.
Para nunca mais voltar.
Por isso fiz duas coisas mal, ao escrever esta história.
1- Disse que ele é uma lenda;
2- Escrevi o post no presente.
***
R.I.P. Barnabás.
O nome dele não é Skilgannon, Rita.
Ele chama-se Barnabás. Um brutamontes de primeira, digo-vos.
Mora numa aldeia no norte.
Trabalha como ferreiro e é hábil no manejar da espada, mas nunca lutou; nunca ganhou nenhuma batalha, nunca nada. Ele não é conhecido.
Certo dia, decide que tem de aproveitar a vida: inscreve-se no exército e vai para a guerra.
Para nunca mais voltar.
Por isso fiz duas coisas mal, ao escrever esta história.
1- Disse que ele é uma lenda;
2- Escrevi o post no presente.
***
R.I.P. Barnabás.
sábado, 6 de outubro de 2007
BDs for Everbody!
The confused mind of Lorelai Gilmore
"Because my brain is a wild jungle full of scary gibberish. "I'm writing a letter. I can't write a letter. "Why can't I write a letter? I'm wearing a green dress. "I wish I was wearing my blue dress. "My blue dress is at the cleaners. "'The Germans wore gray. You wore blue. ''Casablanca'. "'Casablanca' is such a good movie. "'Casablanca.' The white house. Bush. "Why don't I drive a hybrid car? I should drive a hybrid car. "I should really take my bicycle to work. "Bicycle. Unicycle. Unitard. Hockey puck. Rattlesnake. Monkey, monkey, underpants."
A+B=Aprendizes de Laboratório
Bom, já estava na hora de vir até cá.
Afinal de contas este blog também é meu. Aliás, até há bem pouco tempo isto pertencia à entidade ADN Semelhante, ou seja, eu e a Crocodilo Doentio ali.
Mas, antes de mais, que fique perfeitamente esclarecido, que eu não sou nenhuma poetisa ou dada a eloquências. Talvez o meu estilo nem encaixe neste blog, porém acho que em alguma altura da vida toda a gente tem de se adaptar a algo.
Por isso, e antes de expressarem com fervor as vossas boas vindas, deixem-me só despir a minha bata branca e arrumar os químicos na despensa. Acho que não vou precisar deles por enquanto...
Afinal de contas este blog também é meu. Aliás, até há bem pouco tempo isto pertencia à entidade ADN Semelhante, ou seja, eu e a Crocodilo Doentio ali.
Mas, antes de mais, que fique perfeitamente esclarecido, que eu não sou nenhuma poetisa ou dada a eloquências. Talvez o meu estilo nem encaixe neste blog, porém acho que em alguma altura da vida toda a gente tem de se adaptar a algo.
Por isso, e antes de expressarem com fervor as vossas boas vindas, deixem-me só despir a minha bata branca e arrumar os químicos na despensa. Acho que não vou precisar deles por enquanto...
Não que eu tenha algo contra isso...
É deveras impressionante como um simples tópico pode desencadear uma discussão inflamada e colérica, em poucos minutos.
Would you care to explain? - pergunta-me o subconsciente.
Not really.
Acho que me fico por aqui.
A inspiração é, de facto, uma coisa estranha.
Would you care to explain? - pergunta-me o subconsciente.
Not really.
Acho que me fico por aqui.
A inspiração é, de facto, uma coisa estranha.
Para eles, ridiculamente.
Li, recentemente, uma frase que me fez pensar. Ela não é extremamente original nem profunda. Além disso foi escrita pela minha irmã e repetida por muitos de vós, centenas de vezes, desde o inicio dos tempos: "É por vós que o faço".
Acho que concordo com ela. Tudo o que fazemos é por alguém, nem que seja por nós mesmos. Contudo, esquecê-mo-nos disto a toda a hora. Só nos momentos verdadeiramente importantes é que nos lembramos das pessoas de quem gostamos e não devia ser assim. Uma amizade é como um casamento: para o bom e para o mau, tanto na saúde como na doença, até que a morte nos separe.
Chessy, ham?
Down with lowsy speaches!!!
Acho que concordo com ela. Tudo o que fazemos é por alguém, nem que seja por nós mesmos. Contudo, esquecê-mo-nos disto a toda a hora. Só nos momentos verdadeiramente importantes é que nos lembramos das pessoas de quem gostamos e não devia ser assim. Uma amizade é como um casamento: para o bom e para o mau, tanto na saúde como na doença, até que a morte nos separe.
Chessy, ham?
Down with lowsy speaches!!!
Maratona
Estou numa de escrever.
Espero que seja numa de escrever bem e ao gosto de toda a gente.
Como o título explica, e bem, estou numa de maratona de posts, ou assim o espero. Não tenho sono, o computador ainda não está inteiramente cansado, portanto I'll stick for awhile.
Corro 1 km - deveria dizer "um quilómetro", uma vez que sou uma brilhantíssima aluna de Letras, curso em extinção.
Corro dois quilómetros - já aprendi a lição - três, quatro, cinco. Mas canso-me. Muito, aliás. Arfo de cansaço, brilho de exaustão; cheiro mal, óbvio.
Mas corri: certamente não os cinquenta mil metros dos marchantes (existe?), nem os dez mil dos profissionais, mas o suficiente para espalhar por campos verdejantes, vales profundos, riachos ocultos e caminhos secretos a palavra correr.
Amanhã vou caminhar um pouco e, lentamente, espalharei todas as palavras pelo mundo. Pode ser que, desse modo, este se torne um mundo melhor. Caso isso não aconteça, temos sempre Marte.
*
Espero que seja numa de escrever bem e ao gosto de toda a gente.
Como o título explica, e bem, estou numa de maratona de posts, ou assim o espero. Não tenho sono, o computador ainda não está inteiramente cansado, portanto I'll stick for awhile.
Corro 1 km - deveria dizer "um quilómetro", uma vez que sou uma brilhantíssima aluna de Letras, curso em extinção.
Corro dois quilómetros - já aprendi a lição - três, quatro, cinco. Mas canso-me. Muito, aliás. Arfo de cansaço, brilho de exaustão; cheiro mal, óbvio.
Mas corri: certamente não os cinquenta mil metros dos marchantes (existe?), nem os dez mil dos profissionais, mas o suficiente para espalhar por campos verdejantes, vales profundos, riachos ocultos e caminhos secretos a palavra correr.
Amanhã vou caminhar um pouco e, lentamente, espalharei todas as palavras pelo mundo. Pode ser que, desse modo, este se torne um mundo melhor. Caso isso não aconteça, temos sempre Marte.
*
Devaneios de uma mente perturbada
Secretária. Ser secretária. Atender telefones, redigir textos ditados, sim, isso mesmo.
A quem recorrem os escritores quando precisam de redigir rapidamente um texto? Ham? Às secretárias!
Basicamente, são a única explicação plausível, bastante cara, devo dizer a todos os que decidirem seguir o meu conselho. É um conselho razoável, pois existem milhares de pessoas, neste momento, no Centro de Emprego mais próximo, dispostas a fazer esse trabalho, trabalho esse que o próprio escritor, se bem que não tão depressa, pode fazer. Contudo, e infelizmente, nós, aclamados escritores, descobrimos, tardiamente, que não somos tão agéis na nobre arte da dactilografia.
Não obstante ser uma solução viável para os males da ocupação de escrever, reafirmo que o secretariado é uma opção cara, mas segura. Afirmo-o, e afirmei-o já duas vezes, sem, no entanto, ter feito a devida pesquisa, a devida e necessária averiguação, quanto mais uma investigação! Nada disso: digo isto, ou antes escrevo isto, da boca para fora, ou melhor, de não-boca para fora, mas sim de dedos para o teclado.
A minha ideia original não era escrever sobre este assunto, todavia, devido a certos esquecimentos não prórprios da idade e a divagações tolas, obrigaram-me a tal, ou seja, a contar-vos, paupérrimamente (isto existe?), uma história banal acerca secretárias.
Penso, portanto, que esta é uma altura propícia para confessar que já não percebo a minha própria caligrafia e que, por isso, ficarei muito admirada se daqui, sair algo de valor e aproveito também para revelar, mais uma vez, a urgência de ter uma secretária ao meu dispor, na qualidade de escritora, pois desse modo, esta situação nunca ocorreria, lembrando ainda aos meus queridos leitores e companheiros escritores, que, neste momento estão a ocupar o lugar de leitores, de que este ensaio, se é que lhe posso chamar isso - muito pequeno para isso, não é? - não tem qualquer valor em tribunal, nem como base para decisões na vida real: isto é ficção e, mesmo que não fosse, nunca iriam descobrir, visto não esperar ser uma célebre escritora dentro de dez anos, ao ponto de ter de revelar a minha vida às massas, de transformar a minha casa num museu, ou de construir um memorial, após a minha morte muito chorada.
Coisas efémeras, é o que eu escrevo. Não autobiográficas, não romanceadas, não nada. É exactamente isso: ideias-nada.
São palavras, sílabas, letras que nada significam para além do que está escrito sobre elas no dicionário. Nada do que eu digo ou escrevo é idílico ou didáctico; não tem nada de contributivo, nem de constructivo.
São sinapses, pensamentos fugazes que já estariam escritos, ou esquecidos, há muito tempo, não fosse a minha inabilidade de escrever velozmente e/ou a minha memória de ratinho.
Sinapses, vos digo, que se quebram, apagam e morrem.
***
A quem recorrem os escritores quando precisam de redigir rapidamente um texto? Ham? Às secretárias!
Basicamente, são a única explicação plausível, bastante cara, devo dizer a todos os que decidirem seguir o meu conselho. É um conselho razoável, pois existem milhares de pessoas, neste momento, no Centro de Emprego mais próximo, dispostas a fazer esse trabalho, trabalho esse que o próprio escritor, se bem que não tão depressa, pode fazer. Contudo, e infelizmente, nós, aclamados escritores, descobrimos, tardiamente, que não somos tão agéis na nobre arte da dactilografia.
Não obstante ser uma solução viável para os males da ocupação de escrever, reafirmo que o secretariado é uma opção cara, mas segura. Afirmo-o, e afirmei-o já duas vezes, sem, no entanto, ter feito a devida pesquisa, a devida e necessária averiguação, quanto mais uma investigação! Nada disso: digo isto, ou antes escrevo isto, da boca para fora, ou melhor, de não-boca para fora, mas sim de dedos para o teclado.
A minha ideia original não era escrever sobre este assunto, todavia, devido a certos esquecimentos não prórprios da idade e a divagações tolas, obrigaram-me a tal, ou seja, a contar-vos, paupérrimamente (isto existe?), uma história banal acerca secretárias.
Penso, portanto, que esta é uma altura propícia para confessar que já não percebo a minha própria caligrafia e que, por isso, ficarei muito admirada se daqui, sair algo de valor e aproveito também para revelar, mais uma vez, a urgência de ter uma secretária ao meu dispor, na qualidade de escritora, pois desse modo, esta situação nunca ocorreria, lembrando ainda aos meus queridos leitores e companheiros escritores, que, neste momento estão a ocupar o lugar de leitores, de que este ensaio, se é que lhe posso chamar isso - muito pequeno para isso, não é? - não tem qualquer valor em tribunal, nem como base para decisões na vida real: isto é ficção e, mesmo que não fosse, nunca iriam descobrir, visto não esperar ser uma célebre escritora dentro de dez anos, ao ponto de ter de revelar a minha vida às massas, de transformar a minha casa num museu, ou de construir um memorial, após a minha morte muito chorada.
Coisas efémeras, é o que eu escrevo. Não autobiográficas, não romanceadas, não nada. É exactamente isso: ideias-nada.
São palavras, sílabas, letras que nada significam para além do que está escrito sobre elas no dicionário. Nada do que eu digo ou escrevo é idílico ou didáctico; não tem nada de contributivo, nem de constructivo.
São sinapses, pensamentos fugazes que já estariam escritos, ou esquecidos, há muito tempo, não fosse a minha inabilidade de escrever velozmente e/ou a minha memória de ratinho.
Sinapses, vos digo, que se quebram, apagam e morrem.
***
A Palavra "Palavra"
Já me perguntei, como de certeza (e daí....) já se perguntaram muitos outros, como surgiram as palavras e porque é que elas significam aquilo que nós sabemos que significam.
Afinal de contas, porque é que a palavra "árvore", por exemplo, quer dizer o que quer dizer e não "papel de embrulho". Podia perfeitamente dizer-se: "Passa-me a árvore para embrulhar esta prenda.".
Já agora porque é que "prenda" quer dizer "prenda" e não "urso polar"? E "embrulhar"? Isso não poderia significar antes "inscrever"?
É claro que, no fim, diríamos algo do género: Passa-me a árvore para inscrever o urso polar.
Seria uma confusão, mas seria a whole lot of fun!!!
*
Afinal de contas, porque é que a palavra "árvore", por exemplo, quer dizer o que quer dizer e não "papel de embrulho". Podia perfeitamente dizer-se: "Passa-me a árvore para embrulhar esta prenda.".
Já agora porque é que "prenda" quer dizer "prenda" e não "urso polar"? E "embrulhar"? Isso não poderia significar antes "inscrever"?
É claro que, no fim, diríamos algo do género: Passa-me a árvore para inscrever o urso polar.
Seria uma confusão, mas seria a whole lot of fun!!!
*
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
NOVIDADE FABULOSA, QUERIDOS LEITORES!
Para todos os amantes da minha escrita extraordinária, existem dois blogs novos, meu e das minhas queridas amigas e irmã.
Fantástico, não?
Aqui estão os endereços, para o caso de quererem dar uma espreitadela:
http://wegotbored.blogspot.com/
http://damndangbang.blogspot.com/
***
Fantástico, não?
Aqui estão os endereços, para o caso de quererem dar uma espreitadela:
http://wegotbored.blogspot.com/
http://damndangbang.blogspot.com/
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