quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Ao Sr. Saramago

O Sr. Saramago pôs-me a pensar.
Pôs-me a pensar em inveja, porque eu o invejo. Assim como tantos outros o devem invejar.
Contudo agradeço-te, Sr. Saramago, pela esperança fútil que, de agora em diante, podem ter milhares de portugueses, cujo sonho é ser um escritor célebre e ganhar um prémio Nobel.
Agora isso nunca há-de acontecer e, por isso, agradeço-te (se eu não ganho, ninguém ganha, certo?).
Que hipótese tem agora um portuguesito, quando, antes dele, estão os angolanos, os holandeses, os vietnamitas, os venezuelanos, pois, portugueses, já houve um a ganhar o tão aclamado prémio. Há que dar oportunidade aos outros que não tiveram a tua sorte, querido Saramago.
Agradeço-te, portanto, a ti e ao teu tão famoso e memorial Convento, ao Cristo que tomou como sua a ocupação dos seus evangelistas, escrevendo um evangelho dele, o egoísta (blasfémia, estará, por esta altura, a gritar a Igreja Católica; ela que me perdoe, que, hoje, não tenho papas na língua!), à jangada de pedra, jangada essa que, supostamente, deveria ter ido ao fundo, ao invés de se manter nos anais da história.
E por tudo isto agradeço-te.
Sincera e profusamente.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Perdição

Perdi-a.
Não sei quem sou, para onde vou.
As estrelas não me dizem.
Eu pergunto, suplicante; não me dizem.
Ficam caladinhas, silenciosas, contemplando este meu fado perjurioso.
Perdi-a. Ó Deus, perdi-a. Que faço? Não sei.
Ele não me diz, não quero que me diga, que me dê uma razão para acreditar.
Mas não me lembro. Tudo é fumo, água que escorre das mãos, qual neve baça.
Praguejo, pois perdi-a. Acho que já não a consigo recuperar.
O céu escuramente límpido, o regato corre lá ao fundo.
Deixei-a para trás, sem querer;
O barulho se foi, as chaminés se foram.
Ficou o piar do mocho e os ramos vibrantes, que nada me fazem recordar o que perdi.
Tão longe a deixei. Porque a deixei?
Faço sinal, ele não volta. Estendo o dedo, nada.
E perdi-a! Perdi-a de vez!
Perdi a memória no banco de trás do táxi, lá longe, na cidade.


Não costumo escrever poemas. Acho que se nota. ***

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

From time to time

De vez em quando gosto de fazer uma pequena experiência, não vão os meus patrões retirar-me o financiamento para a minha pesquisa, ou pior, não vão os meus leitores pensar que eu não sou uma verdadeira cientista!!!

No dia x fui buscar ao armazém uma série de componentes químicos, entre os quais estavam incluídos o badalado y, o célebre z e o perigoso w.
Misturei-os a todos e o resultado só podia ser mau.
Criei as Power Puff Girls!

*vou buscar dinheiro às poupanças e pedir empréstimos ao banco; afinal de conta, agora tenho três chavalas irritantes e ligeiramente animadas (got it!!!!???) para tomar conta*

Confissão

OK!!! EU ADMITO! EU NÃO ESCREVI NENHUM POST EM AGOSTO!
APANHARAM-ME!

- "Mas estão aqui posts no mês de Agosto, nós conseguimos vê-los" - dizem vocês, já a pensar que eu estou maluquinha da cabeça; as férias devem-me ter feito mal de certeza. Mas não.

Eu escrevo posts e depois mudo a data de publicação nas opções....

- "OH MY GOD!!!!" YOU DIDN'T!!!!" - gritam vocês ultrajados.

I did.

Setembro.

Época de vindimas, dos últimos devaneios do Verão, das saudades do mesmo e das publicidades do regresso às aulas.
Este mês não presta.

sábado, 1 de setembro de 2007

Desculpas em forma de post num blog

Peço desculpa, imensa desculpa por ter semi-pseudo-ter-deixado-ao-abandono-este-blog-sem-no-entanto-o-ter-de-facto-abandonado-mas-abandonando-o-nevertheless.
Aceitam as minhas desculpas? Sei que estou sempre a pedi-las e que provavel, não possivelmente não as vão aceitar, mas I am really trully sorry.

A vida não é só isto, sabem? Claro que não sabem.
Eu tenho mãe que me obriga a por a mesa, tenho irmã que me chateia a cabeça, deveres (não da escola porque ainda não começaram, mas quando começarem aí é que vão ser elas) para cumprir. Coisas, percebem?
Espero que sim.

Desculpem.
Não prometo vir cá todos os dias, mas vou tentar pensar em "postar" mais vezes neste blog, do qual, acreditem ou não, gosto muito.