quarta-feira, 27 de junho de 2007

lack of comments...(tudo em minúsculas)

olá.
a falta de comentários deixaria qualquer um desmotivado. mas não a mim. quer dizer, é aborrecido. pensamos que é desta vez que vamos receber um mailzito a confirmar que existe um novo comentário, mas não. por isso quero demonstrar "my annoyance to the world" através do "lack of use of" maiúsculas.
(peço desculpa pelas pequenas passagens a inglês. ultimamente tem-me sido dificil pensar em português. o inglês consegue proporcionar-me mais liberdade. weird, hein?).
resumindo: quero comentários. preciso de comentários. choro e dou pontapés se não mos derem. escrevam - só faz é bem! (vêem? até podem tirar uma lição moral desta pequena entrada.)
adeus. *

terça-feira, 26 de junho de 2007

Homem-Que-Não-É-Homem

Tchiii.

Já passou algum tempinho. Alguém me disse (coflibelinhacof) que eu tinha abandonado o blog.
BLASFÉMIA!!!!

I mean...

Okay. Eu reconheço. Já passou algum tempão.
Devem estar a perguntar-se o que é que o título tem a ver com o resto do post. Na verdade, nada, mas, se quiserem, posso inventar qualquer coisinha neste preciso instante.
Trabalho? Claro, que dá trabalho, mas por vós, caros leitores, faço tudo. Isto é, tudo menos pagar resgates, caso sejam raptados ou levar-vos a almoçar ao restaurante mais caro da capital ou ao Melro.

Vamos lá à historiazinha:

Era uma vez um homem que não era bem um homem, por isso em vez de José começaram a chamar-lhe assim: Homem-Que-Não-É-Homem.
Quando o chamavam, ele olhava, por isso decidiu adoptar o nome oficialmente. Os senhores do notário/registo não ficaram muito satisfeitos, porque havia uma certa dúvida quanto ao apelido. Tornar-se-ia Homem o seu apelido? Assim como o nome próprio? Que disparate.
Seria o mesmo que alguém se chamasse Henrique Henriques (tenho pena destas pessoas, assim como daquele menino que nasceu nos EUA, cujos pais, devido a uma adoração obsessiva do Senhor dos Anéis ou do Orlando Bloom, quiseram chamar ao filho Lhegolaz - que nem sequer está bem escrito).
Continuando. Após ultrapassados certos dilemas, o ex-José passou a chamar-se Homem-Que-Não-É-Homem.
Anos mais tarde, ele casou-se. A mulher lidou bem com o facto de o seu nome ser aquele que era e não se importou de pôr, como apelido, aos seus filhos. Contudo, ficou chateada quando descobriu a razão pela qual o nome do marido é Homem-Que-Não-É-Homem e perguntou-se a si mesma quem seria o pai dos seus filhos, chamados Maria Homem e Miguel Homem.

The End.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Máquina do tempo VI - ano 2011

A Sala de Espera

Olá olá.
De novo.
Sei que muitos esperaram ávida e ansiosamente por posts que nunca mais chegavam. Pois aqui estão eles, ou pelo menos, aqui está ele.
A espera acabou, senhoras e senhores, meninos e meninas, chavalas irritantes que fazem greve.
Assim vos deixamos na leitura inebriante do nosso próximo e delicioso post.
Muitos beijinhos,
A & B


Uma brisa quente atravessa as pessoas. Crianças desatam a chorar. A suar, os pais tentam acalmá-los. Sem resultado. A brisa continua o seu percurso, os choros não vêm o fim, o suor desce pelo pescoço, instalando-se nos sovacos.
A temível sala de espera para o gabinete do Senhor Doutor, a quem todos devemos muito respeito. Era um lugar quase assombrado, cheio de espirros e febres altas, que davam à sala um ar simplesmente doentio.
Tosse. Atchim. Tosse. Atchim."Mãe, acho que vou vomitar...!". Estes são apenas alguns dos sintomas apresentados por todos aqueles que passam mais do que 30 minutos numa sala de espera. De repente, uma porta abre-se, do nada. Onde antes estivera a última barreira para o mais terrível dos infernos, está agora um homem forte e espadaúdo, com riso seco, sorriso tórrido, e sentido de humor desastroso. Crianças fogem ante esta visão e enfiam-se na casa-de-banho. Os mais crescidos encolhem-se nas cadeiras de plásticos desconfortáveis, remexendo-se vezes sem conta. Os velhos lançam um sorriso amarelo para a pessoa defronte, rezando apenas para que a sua vez não seja hoje.
O médico sorri."Bem-vindos à sala de espera.".
Nota-se o nervosismo no ar."O primeiro, por favor." - e dirige-se novamente para o interior do gabinete.
Uma mãe duvidosa avança, arrastando um filho aos berros lá para dentro. A porta é fechada, com estrondo.
Um grito, longo, agudo e acutilante. Depois, silêncio.