A Sala de Espera
Olá olá.
De novo.
Sei que muitos esperaram ávida e ansiosamente por posts que nunca mais chegavam. Pois aqui estão eles, ou pelo menos, aqui está ele.
A espera acabou, senhoras e senhores, meninos e meninas, chavalas irritantes que fazem greve.
Assim vos deixamos na leitura inebriante do nosso próximo e delicioso post.
Muitos beijinhos,
A & B
Uma brisa quente atravessa as pessoas. Crianças desatam a chorar. A suar, os pais tentam acalmá-los. Sem resultado. A brisa continua o seu percurso, os choros não vêm o fim, o suor desce pelo pescoço, instalando-se nos sovacos.
A temível sala de espera para o gabinete do Senhor Doutor, a quem todos devemos muito respeito. Era um lugar quase assombrado, cheio de espirros e febres altas, que davam à sala um ar simplesmente doentio.
Tosse. Atchim. Tosse. Atchim."Mãe, acho que vou vomitar...!". Estes são apenas alguns dos sintomas apresentados por todos aqueles que passam mais do que 30 minutos numa sala de espera. De repente, uma porta abre-se, do nada. Onde antes estivera a última barreira para o mais terrível dos infernos, está agora um homem forte e espadaúdo, com riso seco, sorriso tórrido, e sentido de humor desastroso. Crianças fogem ante esta visão e enfiam-se na casa-de-banho. Os mais crescidos encolhem-se nas cadeiras de plásticos desconfortáveis, remexendo-se vezes sem conta. Os velhos lançam um sorriso amarelo para a pessoa defronte, rezando apenas para que a sua vez não seja hoje.
O médico sorri."Bem-vindos à sala de espera.".
Nota-se o nervosismo no ar."O primeiro, por favor." - e dirige-se novamente para o interior do gabinete.
Uma mãe duvidosa avança, arrastando um filho aos berros lá para dentro. A porta é fechada, com estrondo.
Um grito, longo, agudo e acutilante. Depois, silêncio.
Nenhum comentário:
Postar um comentário