- As conversas realistas não prestam.
- Sim, são capazes disso.
- Mas os bricabraques são capazes ainda de prestar mais do que as conversas realistas.
- Eu gosto de bricabraques.
- Eu gosto de bacamartes.
- E?
- Tens razão. E também gosto de coleiras.
- Faz sentido.
domingo, 25 de fevereiro de 2007
Thank you for not smoking.
Sigam o meu conselho: não estejam sempre a ligar e a desligar o candeeiro repetidamente.
Se o fizerem correm o risco de entrarem em convulsões, de começarem a espumar da boca, de revirarem os olhos e de ficarem com soluços (provavelmente, este é o menor dos vossos problemas).
Os vossos vizinhos chamam a ambulância, levam-vos para o hospital; lá, fazem-vos testes e mais testes e mais algumas análises, entubam-vos e põem-vos outro tubo num sítio muito pouco apropriado. Depois mandam-vos para casa, porque, entretanto, as convulsões já pararam e após tanta difamação, já nenhum dos médicos têm a certeza que vocês têm alguma coisa.
Chegam os parentes e os familiares, que começam a aborrecer-vos de morte (dá vontade de ter realmente uma doença mortal qualquer); as convulsões voltam, mas como eles sabem que vão passar daqui a pouco, ninguém chama o 112. Começam a sangrar da orelha direita, depois do nariz, dos olhos, das pontas dos dedos, da orelha esquerda (embora, por norma, as convulsões não causem hemorragias...). Os avós ficam preocupados, chamam a ambulância de novo, que vem mais devagarinho, por pensar que não é grave, levam-vos para o hospital, entubam-vos (não por precisarem, mas por gostarem de entubar as pessoas), põem-vos a soro, via veia cava superior, enfiam-vos novamente o tal tubo bastante desconfortável, fazem-vos análises aos pulmões e dão-vos uma palmadinha nas costas por não fumarem, fazem uma TAC ao cérebro e concluem que têm um tumor operável, mas ainda assim, um tumor.
Levam-vos para o bloco operatório, abrem-vos a cabeça, sugam-vos a inteligência e, por fim, morrem (não se sabe se por falta de inteligência ou se por negligência médica).
Tudo isto, para depois, dizerem aos vossos familiares, que esperam impacientemente na sala de espera:
- Têm sorte. Eles não fumavam.
Se o fizerem correm o risco de entrarem em convulsões, de começarem a espumar da boca, de revirarem os olhos e de ficarem com soluços (provavelmente, este é o menor dos vossos problemas).
Os vossos vizinhos chamam a ambulância, levam-vos para o hospital; lá, fazem-vos testes e mais testes e mais algumas análises, entubam-vos e põem-vos outro tubo num sítio muito pouco apropriado. Depois mandam-vos para casa, porque, entretanto, as convulsões já pararam e após tanta difamação, já nenhum dos médicos têm a certeza que vocês têm alguma coisa.
Chegam os parentes e os familiares, que começam a aborrecer-vos de morte (dá vontade de ter realmente uma doença mortal qualquer); as convulsões voltam, mas como eles sabem que vão passar daqui a pouco, ninguém chama o 112. Começam a sangrar da orelha direita, depois do nariz, dos olhos, das pontas dos dedos, da orelha esquerda (embora, por norma, as convulsões não causem hemorragias...). Os avós ficam preocupados, chamam a ambulância de novo, que vem mais devagarinho, por pensar que não é grave, levam-vos para o hospital, entubam-vos (não por precisarem, mas por gostarem de entubar as pessoas), põem-vos a soro, via veia cava superior, enfiam-vos novamente o tal tubo bastante desconfortável, fazem-vos análises aos pulmões e dão-vos uma palmadinha nas costas por não fumarem, fazem uma TAC ao cérebro e concluem que têm um tumor operável, mas ainda assim, um tumor.
Levam-vos para o bloco operatório, abrem-vos a cabeça, sugam-vos a inteligência e, por fim, morrem (não se sabe se por falta de inteligência ou se por negligência médica).
Tudo isto, para depois, dizerem aos vossos familiares, que esperam impacientemente na sala de espera:
- Têm sorte. Eles não fumavam.
Weeper!
Eu adoro placares!
Acho-os deveras interessantes!
Neles podemos pôr tudo o que quisermos, desde que tenhamos uma boa pastilha elástica ou um pionés de qualidade. Se o placar estiver em condições deverá dispor de uma ou de outra foto dos amigos, de bilhetes de cinema ou de concertos, de um artigo extraordinário que lemos numa revista intelectual, de um desenho espectacular e ainda de um cartão natalicio ou daqueles a desejar as melhoras, assinado por cinquenta pessoas que te adoram!
Uau! * sigh* O placar que tiver isso tudo, deve ser um placar feliz, um placar completo.
Este é, sem dúvida, o post mais estúpido e mais podre que eu já alguma vez escrevi!!!
***
Acho-os deveras interessantes!
Neles podemos pôr tudo o que quisermos, desde que tenhamos uma boa pastilha elástica ou um pionés de qualidade. Se o placar estiver em condições deverá dispor de uma ou de outra foto dos amigos, de bilhetes de cinema ou de concertos, de um artigo extraordinário que lemos numa revista intelectual, de um desenho espectacular e ainda de um cartão natalicio ou daqueles a desejar as melhoras, assinado por cinquenta pessoas que te adoram!
Uau! * sigh* O placar que tiver isso tudo, deve ser um placar feliz, um placar completo.
Este é, sem dúvida, o post mais estúpido e mais podre que eu já alguma vez escrevi!!!
***
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
Máquina do tempo II - ano 2 d.C.
Questão Pertinente
Imaginemos o seguinte diálogo (eu sei que estão fartos de diálogos parvos, mas, por favor, aguentem mais este):
- Olá! Tudo bem?
- Sim e contigo?
- Também está tudo na mesma.
- Olha, gostei de te ver. Manda beijinhos ao teu marido.
- OK. Adeus. Prazer em ver-te!
O diálogo propriamente dito acaba aqui. A verdadeira questão é: será que o individuo A vai entregar os ditos beijinhos ao marido do individuo B ou isto não passa de conversa da treta?Muitas vezes mandamos beijinhos e não sabemos se a tal pessoa a quem os mandámos os recebe. Isto está errado.
Para solucionar este problema, proponho que se entreguem os beijinhos via mail, via carta ou via personna.
Dá mais trabalho do que simplesmente mandá-los boca fora, mas pelo menos é profissional.
***
PS: Este procedimento deve ser utilizado por pessoas cuja barrinha do social esteja vermelha ou amarelinha. Os abraços são recomendados.
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
Tadito.
Como devem calcular, eu não passo de uma brainiac que sonha com um mundo repleto de comentários extensos e engraçados - daqueles de partir o coco a rir, de rebolar pelo chão e de chorar baba e ranho para um lenço.
Pareço um pouco desesperada. Só faltava ir para a rua com um cartaz e gritar a altos berros (redundância) que são precisos comentários urgentemente no blog tal e tal. Eu não quero ser, nem parecer essa pessoa.
Eu sou apenas uma rapariga do campo qque gosta de comer trevos e de guiar o tractor. Uma simples rapariga que gosta de ir à feira com o seu vestido todo janota e comer algodão doce e de andar na roda gigante. Uma rapariga tão simples e caladinha, sardenta e ruiva...
AHA! Quantas mentiras é que se podem contar num minuto? De certeza que isto é um record...
A verdade é: tenho um blog; ninguém o visita, ninguém lê o que ele tem escrito; o blog está triste. Ele está triste, porque não recebe elogios nem piropos.
Façam-no feliz, will you? *
Pareço um pouco desesperada. Só faltava ir para a rua com um cartaz e gritar a altos berros (redundância) que são precisos comentários urgentemente no blog tal e tal. Eu não quero ser, nem parecer essa pessoa.
Eu sou apenas uma rapariga do campo qque gosta de comer trevos e de guiar o tractor. Uma simples rapariga que gosta de ir à feira com o seu vestido todo janota e comer algodão doce e de andar na roda gigante. Uma rapariga tão simples e caladinha, sardenta e ruiva...
AHA! Quantas mentiras é que se podem contar num minuto? De certeza que isto é um record...
A verdade é: tenho um blog; ninguém o visita, ninguém lê o que ele tem escrito; o blog está triste. Ele está triste, porque não recebe elogios nem piropos.
Façam-no feliz, will you? *
terça-feira, 20 de fevereiro de 2007
Mania de escrever no singular!!!
Epa, é o seguinte. Deram-me nas orelhas.
O blog é propriedade do plural e eu tenho estado a exibi-lo no singular. Está errado, está pois.
Estou arrependida, está claríssimo. Pedi perdão às autoridades devidas e agora estou a redigir um pedido de desculpas público para o público, ou seja, para todos vocês.
Quer dizer, fi-lo no privado, privativamente: ninguém me viu a redigir o dito cujo, pois foi feito no meu computador privado, estando eu sozinha, beneficiando da minha privacidade. Mas resumindo, estou a fazer um comunicado que revela a minha inteira responsabilidade por toda esta singularidade e 1ªs pessoas aqui presentes.
Eu tenho uma mania de escrever no singular (lá estou eu oura vez!), mania essa que tem de ser corrigida. Se não for em casa, terá de ser numa instituição especializada. Logo veremos.
Até lá podem contar com muitos e variados posts.
*não que alguém leia isto, mas pronto...*
O blog é propriedade do plural e eu tenho estado a exibi-lo no singular. Está errado, está pois.
Estou arrependida, está claríssimo. Pedi perdão às autoridades devidas e agora estou a redigir um pedido de desculpas público para o público, ou seja, para todos vocês.
Quer dizer, fi-lo no privado, privativamente: ninguém me viu a redigir o dito cujo, pois foi feito no meu computador privado, estando eu sozinha, beneficiando da minha privacidade. Mas resumindo, estou a fazer um comunicado que revela a minha inteira responsabilidade por toda esta singularidade e 1ªs pessoas aqui presentes.
Eu tenho uma mania de escrever no singular (lá estou eu oura vez!), mania essa que tem de ser corrigida. Se não for em casa, terá de ser numa instituição especializada. Logo veremos.
Até lá podem contar com muitos e variados posts.
*não que alguém leia isto, mas pronto...*
Antes de mim, já houve alguém que pensasse num título para um post dum blog
Existem coisas... Baah! Quem é que eu quero enganar? Eu não sei o que escrever aqui!!! Se soubesse não tinha abandonado o blog.
Abandonar não é bem a palavra: esqueci-me de vir cá e de escrever posts, esqueci-me da passe e ainda agora tive dificuldade em me lembrar do username.
Às vezes dá-me"uma gana", como diria o Zé Povinho, de escrever. Nessas alturas mando e-mails: escrevo coisas estapafurdias (existe!!!) e levemente filosóficas (bem, talvez não). Noutras vezes, lembro-me que tenho, eu e a B, um blog e venho até cá espalhar a palavra ao mundo dos nautas.
Nauta...Nauta de marinheiro, mas neste caso marinheiro da Internet...É por isso que se diz surfar na net!!! Wow, eu sou mesmo esperta!
(Tenham compaixão: é tarde, estou deprimida - mentira!!! - e as ideias já não fluem como deviam).
Gostava de ser uma daquelas pessoas que dizem frases emblemáticas e que, mesmo não sabendo, ficam para a história. Gostava de ter dito frases do género: «Responsabilidade: tu não prestas mesmo!» ou «Ser ou não ser! Eis a questão!». Whatever... My point is: tudo o que penso ou escrevo já alguém antes de mim pensou e escreveu. Até mesmo escrever e pensar sobre as coisas que pensamos e escrevemos e que já houve pessoas que o fizeram antes de nós é uma farsa, porque provavelmente também já houve alguém que pensasse isso.
Concluindo: a nossa vida inteira resume-se a uma existência patética, em que sonhamos que podemos vir a ser tão bons como os outros, que nunca o foram, pois houve sempre alguém que pensasse no que eles pensaram e, supostamente, descobriram, antes.
Abandonar não é bem a palavra: esqueci-me de vir cá e de escrever posts, esqueci-me da passe e ainda agora tive dificuldade em me lembrar do username.
Às vezes dá-me"uma gana", como diria o Zé Povinho, de escrever. Nessas alturas mando e-mails: escrevo coisas estapafurdias (existe!!!) e levemente filosóficas (bem, talvez não). Noutras vezes, lembro-me que tenho, eu e a B, um blog e venho até cá espalhar a palavra ao mundo dos nautas.
Nauta...Nauta de marinheiro, mas neste caso marinheiro da Internet...É por isso que se diz surfar na net!!! Wow, eu sou mesmo esperta!
(Tenham compaixão: é tarde, estou deprimida - mentira!!! - e as ideias já não fluem como deviam).
Gostava de ser uma daquelas pessoas que dizem frases emblemáticas e que, mesmo não sabendo, ficam para a história. Gostava de ter dito frases do género: «Responsabilidade: tu não prestas mesmo!» ou «Ser ou não ser! Eis a questão!». Whatever... My point is: tudo o que penso ou escrevo já alguém antes de mim pensou e escreveu. Até mesmo escrever e pensar sobre as coisas que pensamos e escrevemos e que já houve pessoas que o fizeram antes de nós é uma farsa, porque provavelmente também já houve alguém que pensasse isso.
Concluindo: a nossa vida inteira resume-se a uma existência patética, em que sonhamos que podemos vir a ser tão bons como os outros, que nunca o foram, pois houve sempre alguém que pensasse no que eles pensaram e, supostamente, descobriram, antes.
Assinar:
Comentários (Atom)