Sigam o meu conselho: não estejam sempre a ligar e a desligar o candeeiro repetidamente.
Se o fizerem correm o risco de entrarem em convulsões, de começarem a espumar da boca, de revirarem os olhos e de ficarem com soluços (provavelmente, este é o menor dos vossos problemas).
Os vossos vizinhos chamam a ambulância, levam-vos para o hospital; lá, fazem-vos testes e mais testes e mais algumas análises, entubam-vos e põem-vos outro tubo num sítio muito pouco apropriado. Depois mandam-vos para casa, porque, entretanto, as convulsões já pararam e após tanta difamação, já nenhum dos médicos têm a certeza que vocês têm alguma coisa.
Chegam os parentes e os familiares, que começam a aborrecer-vos de morte (dá vontade de ter realmente uma doença mortal qualquer); as convulsões voltam, mas como eles sabem que vão passar daqui a pouco, ninguém chama o 112. Começam a sangrar da orelha direita, depois do nariz, dos olhos, das pontas dos dedos, da orelha esquerda (embora, por norma, as convulsões não causem hemorragias...). Os avós ficam preocupados, chamam a ambulância de novo, que vem mais devagarinho, por pensar que não é grave, levam-vos para o hospital, entubam-vos (não por precisarem, mas por gostarem de entubar as pessoas), põem-vos a soro, via veia cava superior, enfiam-vos novamente o tal tubo bastante desconfortável, fazem-vos análises aos pulmões e dão-vos uma palmadinha nas costas por não fumarem, fazem uma TAC ao cérebro e concluem que têm um tumor operável, mas ainda assim, um tumor.
Levam-vos para o bloco operatório, abrem-vos a cabeça, sugam-vos a inteligência e, por fim, morrem (não se sabe se por falta de inteligência ou se por negligência médica).
Tudo isto, para depois, dizerem aos vossos familiares, que esperam impacientemente na sala de espera:
- Têm sorte. Eles não fumavam.
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