Juro.
Nunca foi minha intenção demorar tanto tempo a actualizar o blog.
Gosto dele; juro que não fiz por mal.
Pretendia voltar cá um mês depois do meu último post que, a meu ver, não recebeu a atenção que merecia (nem um comentário, nem um!!!), ou seja, a 15 de Dezembro. Contudo, entretanto, esqueci-me, como é óbvio.
A minha próxima ausência é, todavia, justificada: férias de Natal, y' see?
Queria apenas desejar um Natal feliz aos poucos que ainda cá dão um pulinho de mês em mês.
Devia pôr uma daquelas contagens de visitas para saber se tenho um público preguiçoso ou se não tenho público nenhum. ***
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
03:46 minutos
Soaram os primeiros acordes. Mentira. Ainda se afinam as guitarras, verificam-se as cordas e o volume do som. Foi nessa altura que eles se conheceram, ele e ela.
Ele com a sua gravata às riscas e cabelo escorrido sobre a cara; ela com uma saia axadrezada e olhos azúis saltitões de luminusidade.
Agora sim. Os primeiros acordes foram dados, um solo de guitarra solene; um primeiro beijo foi partilhado. Lento e desleixado que os apanhou de surpresa, tal como o início da batida da bateria, aquele 1, 2, 3 antes do começo.
A voz amplificada pelo microfone fez ecoar palavras como gosto de ti e acho-te interessante, palavras essas que voaram para os ouvidos de ambos.
A música parecia ter dinâmica e bom ritmo, a letra da mesma é agradável ao ouvido; bate-se o pé e fecham-se olhos. Mas depressa começa o baixo a vir abaixo. O som torna-se, não tanto insuportável, mas talvez um pouco aborrecido.
O vocalista faz o melhor que pode, também eles o fizeram. Mas, por coincidência ou não, a música acaba, não tão bem quanto podia ter acabado. Soltam-se lágrimas, a banda agradece e o casal separa-se.
Não se pode viver de música. Não há nenhuma que dure para sempre.
(Só os Oasis, que parecem nunca acabar.)
*
Ele com a sua gravata às riscas e cabelo escorrido sobre a cara; ela com uma saia axadrezada e olhos azúis saltitões de luminusidade.
Agora sim. Os primeiros acordes foram dados, um solo de guitarra solene; um primeiro beijo foi partilhado. Lento e desleixado que os apanhou de surpresa, tal como o início da batida da bateria, aquele 1, 2, 3 antes do começo.
A voz amplificada pelo microfone fez ecoar palavras como gosto de ti e acho-te interessante, palavras essas que voaram para os ouvidos de ambos.
A música parecia ter dinâmica e bom ritmo, a letra da mesma é agradável ao ouvido; bate-se o pé e fecham-se olhos. Mas depressa começa o baixo a vir abaixo. O som torna-se, não tanto insuportável, mas talvez um pouco aborrecido.
O vocalista faz o melhor que pode, também eles o fizeram. Mas, por coincidência ou não, a música acaba, não tão bem quanto podia ter acabado. Soltam-se lágrimas, a banda agradece e o casal separa-se.
Não se pode viver de música. Não há nenhuma que dure para sempre.
(Só os Oasis, que parecem nunca acabar.)
*
O Romance tem olhos de €
Anabela não se considerava uma pessoa romântica. Mas quando o Romance lhe bateu à porta, ou antes, tocou à campainha, fazendo ecoar um barulho estridente pelas divisões, ela não teve outro remédio que convidá-lo a entrar, nem que fosse por uma questão de boa educação.
Ele entrou, arremeçando sorrisos calorosos, palavras agradáveis e propostas sedutoras.
Anabela não estava habituada a ter visitas em casa: era péssima nisso. Quando andava na escola, era a rapariga típica de óculos redondos e borbulhas bexigosas, que se sentava ao fundo da sala sozinha; que passava os intervalos a um canto a comer fruta. Só teve um namorado, o Luís, génio da matemática e do trombone, mas, mesmo assim, nao tinha gostado verdadeiramente dele. Ela nunca tinha sequer vislumbrado o Romance, contudo, ali estava ele, sentado na poltrona forrada a plástico da sala, bebericando uma chávena de chá, que, supostamente, ela lhe dera.
Após vários minutos de resistência, Anabela foi coargida e deixou-se levar. Os prometidos beijos melosos, as carícias apaixonadas, os gestos arrebatadores e as súplicas doutro mundo foram cumpridos. E como o que é prometido, é devido, Anabela deu, de bom grado, os 500 €, incluindo taxas, juros e a quota parte do chulo.
Ele entrou, arremeçando sorrisos calorosos, palavras agradáveis e propostas sedutoras.
Anabela não estava habituada a ter visitas em casa: era péssima nisso. Quando andava na escola, era a rapariga típica de óculos redondos e borbulhas bexigosas, que se sentava ao fundo da sala sozinha; que passava os intervalos a um canto a comer fruta. Só teve um namorado, o Luís, génio da matemática e do trombone, mas, mesmo assim, nao tinha gostado verdadeiramente dele. Ela nunca tinha sequer vislumbrado o Romance, contudo, ali estava ele, sentado na poltrona forrada a plástico da sala, bebericando uma chávena de chá, que, supostamente, ela lhe dera.
Após vários minutos de resistência, Anabela foi coargida e deixou-se levar. Os prometidos beijos melosos, as carícias apaixonadas, os gestos arrebatadores e as súplicas doutro mundo foram cumpridos. E como o que é prometido, é devido, Anabela deu, de bom grado, os 500 €, incluindo taxas, juros e a quota parte do chulo.
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
O Cerco
Podes viver da imaginação? Coro de vozes: "siiiiim!".
Eu não tenho espaço para a realidade. Ela podia fugir: abrir asas e saltar do precipício.
Nesse caso, que faria? Sonharia.
Com o quê?
Com a realidade.
Realmente, não lhe podemos escapar. *
Eu não tenho espaço para a realidade. Ela podia fugir: abrir asas e saltar do precipício.
Nesse caso, que faria? Sonharia.
Com o quê?
Com a realidade.
Realmente, não lhe podemos escapar. *
Untitled.
Preto, à tua volta circulo, espalho-me na negrura da neutralidade, caio na tua imensidão infinita, mancho de escuridão os teus contornos irascíveis, violo os limites voláteis da tua cor e enrolo-me nos teus braços de sombra, na esperança de senti-los a abraçarem-me de volta.
Digestão
Está lá a toda a hora: aquele sentimento no fundo do estômago que nos faz sentir desconfortáveis; minúsculo, crescendo, alimentando-se de sucos gástricos, ácidos tóxicos e de quimos mutantes.
E as lágrimas caem, sem razão.
Pensamos nelas e não chegamos a qualquer solução. Porque ela não existe. Temos de as deixar cair.
E cresce mais um milimetro.
O ponteiro bate mais um segundo, outro a seguir, com um baque silencioso.
No âmago do intestino, continua a pontada de estranheza (e tristeza?) que consome as paredes encorquilhadas e segregantes.
E os olhos secam. Já não há mais água. Só para beber.
E as lágrimas caem, sem razão.
Pensamos nelas e não chegamos a qualquer solução. Porque ela não existe. Temos de as deixar cair.
E cresce mais um milimetro.
O ponteiro bate mais um segundo, outro a seguir, com um baque silencioso.
No âmago do intestino, continua a pontada de estranheza (e tristeza?) que consome as paredes encorquilhadas e segregantes.
E os olhos secam. Já não há mais água. Só para beber.
7 de NOVEMBRO!!!
O dia que nunca mais chegava, já chegou e não abrandou.
Deixou-nos mais pobres e nostálgicas, mas felizes.
Nostalgicamente felizes.
We wub Interpol!!!
Greed
Queremos sempre mais. Queremos comida, bebida, descanso, férias, guloseimas, feriados internacionais, nacionais, regionais; queremos ser os melhores, queremos melhores condições, queremos uma cama lavada, queremos uns ténis de marca, queremos estar na moda, queremos ter amigos, queremos encontrar o amor, queremos ser felizes, queremos ser jovens eternamente, queremos dar-nos bem uns com os outros, queremos competir, queremos vencer, queremos ter certezas, queremos prever o futuro,...
Queremos isto, queremos aquilo.
Queremos mais daquilo, queremos mais daqueloutro.
Queremos mais.
Mais do quê?
Mais de tudo.
*
Queremos isto, queremos aquilo.
Queremos mais daquilo, queremos mais daqueloutro.
Queremos mais.
Mais do quê?
Mais de tudo.
*
domingo, 28 de outubro de 2007
A Europa é no Egipto, certo?
Ouves, de longe, mas ainda assim de uma maneira perfeitamente audível, alguém dizer, convincentemente, que a Europa é no Egipto.
Tu perdes as estribeiras, evidentemente. Só te ocorre aproximares-te do tipo que disse tamanha barbaridade, dar-lhe um par de estalos e ver se ele se cala ou se repete a graça.
Como tu és uma pessoa calma, diriges-te a ele e explicas que ele está errado e que, sinceramente, ele devia pensar duas, aliás, cinco vezes antes de abrir a boca.
É assim que se resolvem os problemas.
Tu perdes as estribeiras, evidentemente. Só te ocorre aproximares-te do tipo que disse tamanha barbaridade, dar-lhe um par de estalos e ver se ele se cala ou se repete a graça.
Como tu és uma pessoa calma, diriges-te a ele e explicas que ele está errado e que, sinceramente, ele devia pensar duas, aliás, cinco vezes antes de abrir a boca.
É assim que se resolvem os problemas.
sábado, 20 de outubro de 2007
domingo, 14 de outubro de 2007
Pois então...
Nestes últimos dias, tenho lido muito. Não muito, mas muito depressa.
Antes do livro que estou a ler agora, li um outro que não me agradou sobremaneira, mas que, por ser continuação de outro e por estar escrito duma maneira que me faz querer ler mais, me entreteve.
No entanto, e apesar de gostar quando isto me acontece, fico a remoer o assunto. Ou seja, fico a pensar intermitantemente, no final do livro e como será o próximo, que ainda deve demorar a sair.
E fico num impasse. E sinto-me mal por não conseguir deixar de pensar nele. Por isso começo a ler rapidamente outro livro para me distrair, de modo a deixar de pensar na pseudo-morte da Edwina, na revelação espantosa do Edwin, no facto de a Freya ter sido levada para o país dos Vândalos, onde mora o adorável Helgi e no futuro do Ivarr.
Baah.
O pior de tudo é que tenho 17 anos e que, por esta altura, já não devia gostar de ler livros de fantasia. Digo eu.
Antes do livro que estou a ler agora, li um outro que não me agradou sobremaneira, mas que, por ser continuação de outro e por estar escrito duma maneira que me faz querer ler mais, me entreteve.
No entanto, e apesar de gostar quando isto me acontece, fico a remoer o assunto. Ou seja, fico a pensar intermitantemente, no final do livro e como será o próximo, que ainda deve demorar a sair.
E fico num impasse. E sinto-me mal por não conseguir deixar de pensar nele. Por isso começo a ler rapidamente outro livro para me distrair, de modo a deixar de pensar na pseudo-morte da Edwina, na revelação espantosa do Edwin, no facto de a Freya ter sido levada para o país dos Vândalos, onde mora o adorável Helgi e no futuro do Ivarr.
Baah.
O pior de tudo é que tenho 17 anos e que, por esta altura, já não devia gostar de ler livros de fantasia. Digo eu.
Histórias de Anansi
Estou a ler um livro muito giro. Não sabia o que escrever no blog, por isso decidi partilhar um pouco do meu livro convosco:
"Ora bem, provavelmente todos vocês conhecem algumas histórias de Anansi. Provavelmente, não há ninguém no mundo que nãoconheça algumas histórias de Anansi.
Anansi era uma aranha, quando o mundo ainda era uma crainça e, todas as histórias estavam a sercontadas pela primeira vez. Costumava meter-se em sarilhos, e costumava safar-se dos sarilhos. A história do Tar Baby, aquela que costumam contar sobre o Bre'r Rabbit? No começo, essa era uma história de Anansi. Alguns povos pensam que ele era um coelho. Mas estão enganados. Não era um coelho. Era uma aranha.
(...)
Já que estivemos há pouco num funeral, deixem-me contar-vos uma história de Anansi, sobre a altura em que a avó dele morreu. (Não se preocupem, ela já era velhinha, e morreu durante o sono. São coisas que acontecem.) Ela morreu muito longe de casa, e por isso o Anansi atravessa a ilha com o seu carrinho de mão, e pega no corpo da sua avó, e põe-no no carrinho, e empurra-o para casa. É que ele quer enterrá-la perto do baniano nas traseiras da sua cabana, percebem?
Agora imaginem, ele está a atravessar a cidade, depois de andar a empurrar o carrinho de mão com o cadáver da avó toda a manhã, e pensa 'tou a precisar de beber um copo. Por isso entra na loja, pois essa aldeia tem uma loja, uma loja que vende de tudo, e cujo dono é um homem facilmente irritável. Ora Anansi entra e bebe um bocado de whisky. Bebe mais um bocado e pensa, vou pregar uma partida a este tipo, e por isso diz ao lojista, anda, vai levar um copo de whisky à minha avó, que está lá fora a dormir no carrinho. Podes ter de a acordar, porque ela tem um sono muito pesado.
E então lá vai o lojista, sai da loja com a garrafa e vai até ao carrinho, e diz à velhota: «Ouça, tem aqui o seu whisky». Mas a velhota nem se mexe. E depois faz uma coisa que os mortos costumam fazer nos dias de calor: solta uma sonora flatulência. Ora o lojista fica tão furioso com a velhota por tê-lo presenteado com tal flatulência, que lhe bate, e volta a bater, e bate-lhe ainda mais uma vez, e ela cai do carrinho ao chão.
Nessa altura o Anansi sai a correr da loja e começa a gritar, e a berrar e a carpir e a continuar a berrar, e a dizer: a minha avó, a minha avó está morta, olha o que fizeste! Assassino! Malvado! E o lojista diz ao Anansi: não diga a ninguém que fui eu, e dá-lhe cinco garrafas inteiras de whisky, e uma sacola com ouro, e um saco de bananas-de-são-tomé, e ananases e mangas, para lhe calar o berreiro e ir-se embora dali.
(É que ele pensa que foi ele quem matou a avó do Anansi, percebem?)
E assim lá vai o Anansi, empurra o carrinho até casa, e enterra a avó sob o baniano.
No dia a seguir, o Tigre vai a passar pela casa do Anansi e, ao sentir o cheiro de comida a ser cozinhada, resolve fazer-se de convidado. E o Anansi, que estava a preparar um festim, não tem outro remédio que não convidar o Tigre e a sentar-se e a comer com ele.
E diz o Tigre: meu Irmão Anansi, onde arranjaste tu esta deliciosa comida? E nem penses em enganar-me. E onde arranjaste estas garrafas de whisky, e aquela grande sacola cheia de moedas de ouro? Se me mentires, arranco-te o pescoço.
E o Anansi responde-lhe: não te posso mentir, Irmão Tigre. Obtive tudo isto por ter levado a minha falecida avó à aldeia num carrinho de mão. E o merceeiro deu-me todas estas coisas preciosas por lhe ter trazido a minha falecida avó.
Ora o Tigre não tinha nenhuma avó ainda viva, mas a mulher dele ainda tinha mãe, por isso vai até casa e chama pela mãe da mulher e diz-lhe, avó, anda cá fora, que temos de ter uma conversinha. E ela vem cá fora, e espreita para todos os lados, e pergunta: mas que se passa? Bom, o Tigre mata-a, apesar de a sua mulher gostar muito da mãe, e põe o corpo num carrinho de mão.
E empurra o carrinho até à aldeia, com o corpo da sogra lá dentro. Quem quer um cadáver?, pergunta ele. Quem quer uma avó morta? Mas as pessoas limitavam-se a zombar dele, e riam-se dele, e gozavam-no, e quando viram que estava a falar a sério e não se ia embora bombardearam-no com fruta podre até correrem com ele dali.
Não era a primeira vez que Anansi fazia o Tigre de parvo, e não seria a última. A mulher do Tigre assegurou-se de que ele jamais se esquecera de como matara a sua mãe. Havia dias em que o Tigre sentia que o melhor era não ter nascido.
Esta é uma história de Anansi."
Anansi, aparentemente, porque eu não conhecia nenhuma história dele até à data, é um deus africano, bastante malandrinho. Ehe.
"Ora bem, provavelmente todos vocês conhecem algumas histórias de Anansi. Provavelmente, não há ninguém no mundo que nãoconheça algumas histórias de Anansi.
Anansi era uma aranha, quando o mundo ainda era uma crainça e, todas as histórias estavam a sercontadas pela primeira vez. Costumava meter-se em sarilhos, e costumava safar-se dos sarilhos. A história do Tar Baby, aquela que costumam contar sobre o Bre'r Rabbit? No começo, essa era uma história de Anansi. Alguns povos pensam que ele era um coelho. Mas estão enganados. Não era um coelho. Era uma aranha.
(...)
Já que estivemos há pouco num funeral, deixem-me contar-vos uma história de Anansi, sobre a altura em que a avó dele morreu. (Não se preocupem, ela já era velhinha, e morreu durante o sono. São coisas que acontecem.) Ela morreu muito longe de casa, e por isso o Anansi atravessa a ilha com o seu carrinho de mão, e pega no corpo da sua avó, e põe-no no carrinho, e empurra-o para casa. É que ele quer enterrá-la perto do baniano nas traseiras da sua cabana, percebem?
Agora imaginem, ele está a atravessar a cidade, depois de andar a empurrar o carrinho de mão com o cadáver da avó toda a manhã, e pensa 'tou a precisar de beber um copo. Por isso entra na loja, pois essa aldeia tem uma loja, uma loja que vende de tudo, e cujo dono é um homem facilmente irritável. Ora Anansi entra e bebe um bocado de whisky. Bebe mais um bocado e pensa, vou pregar uma partida a este tipo, e por isso diz ao lojista, anda, vai levar um copo de whisky à minha avó, que está lá fora a dormir no carrinho. Podes ter de a acordar, porque ela tem um sono muito pesado.
E então lá vai o lojista, sai da loja com a garrafa e vai até ao carrinho, e diz à velhota: «Ouça, tem aqui o seu whisky». Mas a velhota nem se mexe. E depois faz uma coisa que os mortos costumam fazer nos dias de calor: solta uma sonora flatulência. Ora o lojista fica tão furioso com a velhota por tê-lo presenteado com tal flatulência, que lhe bate, e volta a bater, e bate-lhe ainda mais uma vez, e ela cai do carrinho ao chão.
Nessa altura o Anansi sai a correr da loja e começa a gritar, e a berrar e a carpir e a continuar a berrar, e a dizer: a minha avó, a minha avó está morta, olha o que fizeste! Assassino! Malvado! E o lojista diz ao Anansi: não diga a ninguém que fui eu, e dá-lhe cinco garrafas inteiras de whisky, e uma sacola com ouro, e um saco de bananas-de-são-tomé, e ananases e mangas, para lhe calar o berreiro e ir-se embora dali.
(É que ele pensa que foi ele quem matou a avó do Anansi, percebem?)
E assim lá vai o Anansi, empurra o carrinho até casa, e enterra a avó sob o baniano.
No dia a seguir, o Tigre vai a passar pela casa do Anansi e, ao sentir o cheiro de comida a ser cozinhada, resolve fazer-se de convidado. E o Anansi, que estava a preparar um festim, não tem outro remédio que não convidar o Tigre e a sentar-se e a comer com ele.
E diz o Tigre: meu Irmão Anansi, onde arranjaste tu esta deliciosa comida? E nem penses em enganar-me. E onde arranjaste estas garrafas de whisky, e aquela grande sacola cheia de moedas de ouro? Se me mentires, arranco-te o pescoço.
E o Anansi responde-lhe: não te posso mentir, Irmão Tigre. Obtive tudo isto por ter levado a minha falecida avó à aldeia num carrinho de mão. E o merceeiro deu-me todas estas coisas preciosas por lhe ter trazido a minha falecida avó.
Ora o Tigre não tinha nenhuma avó ainda viva, mas a mulher dele ainda tinha mãe, por isso vai até casa e chama pela mãe da mulher e diz-lhe, avó, anda cá fora, que temos de ter uma conversinha. E ela vem cá fora, e espreita para todos os lados, e pergunta: mas que se passa? Bom, o Tigre mata-a, apesar de a sua mulher gostar muito da mãe, e põe o corpo num carrinho de mão.
E empurra o carrinho até à aldeia, com o corpo da sogra lá dentro. Quem quer um cadáver?, pergunta ele. Quem quer uma avó morta? Mas as pessoas limitavam-se a zombar dele, e riam-se dele, e gozavam-no, e quando viram que estava a falar a sério e não se ia embora bombardearam-no com fruta podre até correrem com ele dali.
Não era a primeira vez que Anansi fazia o Tigre de parvo, e não seria a última. A mulher do Tigre assegurou-se de que ele jamais se esquecera de como matara a sua mãe. Havia dias em que o Tigre sentia que o melhor era não ter nascido.
Esta é uma história de Anansi."
Anansi, aparentemente, porque eu não conhecia nenhuma história dele até à data, é um deus africano, bastante malandrinho. Ehe.
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Tentações do Açúcar
Era uma vez um senhor, dono de uma fábrica de chocolate, cinematograficamente conhecida. O seu nome era Willy Wonka. Ele já tinha chateado metade dos seus trabalhadores até à morte, naquele dia, por isso, estando bastante cansado, decidiu dormir um bocadinho.
Apagou a luz do seu quarto, algo sombrio, devo dizer, e adormeceu profundamente. Quando acordou, regressou à sua rotina, deixando atrás de si, pegadas verdes floruscentes. Toda a gente se riu, excepto ele, que, na altura, ainda não tinha conhecido o Charlie, nem feito as pazes com o pai assustador que, convenientemente, ou não, era dentista.
Até hoje, nunca se descobriu quem pintou os pés de Willy Wonka, nem a razão de ele não se ter calçado ao levantar.
*
Beloved Ferreiro
Existe um homem. Meio lenda, meio monstro.
O nome dele não é Skilgannon, Rita.
Ele chama-se Barnabás. Um brutamontes de primeira, digo-vos.
Mora numa aldeia no norte.
Trabalha como ferreiro e é hábil no manejar da espada, mas nunca lutou; nunca ganhou nenhuma batalha, nunca nada. Ele não é conhecido.
Certo dia, decide que tem de aproveitar a vida: inscreve-se no exército e vai para a guerra.
Para nunca mais voltar.
Por isso fiz duas coisas mal, ao escrever esta história.
1- Disse que ele é uma lenda;
2- Escrevi o post no presente.
***
R.I.P. Barnabás.
O nome dele não é Skilgannon, Rita.
Ele chama-se Barnabás. Um brutamontes de primeira, digo-vos.
Mora numa aldeia no norte.
Trabalha como ferreiro e é hábil no manejar da espada, mas nunca lutou; nunca ganhou nenhuma batalha, nunca nada. Ele não é conhecido.
Certo dia, decide que tem de aproveitar a vida: inscreve-se no exército e vai para a guerra.
Para nunca mais voltar.
Por isso fiz duas coisas mal, ao escrever esta história.
1- Disse que ele é uma lenda;
2- Escrevi o post no presente.
***
R.I.P. Barnabás.
sábado, 6 de outubro de 2007
BDs for Everbody!
The confused mind of Lorelai Gilmore
"Because my brain is a wild jungle full of scary gibberish. "I'm writing a letter. I can't write a letter. "Why can't I write a letter? I'm wearing a green dress. "I wish I was wearing my blue dress. "My blue dress is at the cleaners. "'The Germans wore gray. You wore blue. ''Casablanca'. "'Casablanca' is such a good movie. "'Casablanca.' The white house. Bush. "Why don't I drive a hybrid car? I should drive a hybrid car. "I should really take my bicycle to work. "Bicycle. Unicycle. Unitard. Hockey puck. Rattlesnake. Monkey, monkey, underpants."
A+B=Aprendizes de Laboratório
Bom, já estava na hora de vir até cá.
Afinal de contas este blog também é meu. Aliás, até há bem pouco tempo isto pertencia à entidade ADN Semelhante, ou seja, eu e a Crocodilo Doentio ali.
Mas, antes de mais, que fique perfeitamente esclarecido, que eu não sou nenhuma poetisa ou dada a eloquências. Talvez o meu estilo nem encaixe neste blog, porém acho que em alguma altura da vida toda a gente tem de se adaptar a algo.
Por isso, e antes de expressarem com fervor as vossas boas vindas, deixem-me só despir a minha bata branca e arrumar os químicos na despensa. Acho que não vou precisar deles por enquanto...
Afinal de contas este blog também é meu. Aliás, até há bem pouco tempo isto pertencia à entidade ADN Semelhante, ou seja, eu e a Crocodilo Doentio ali.
Mas, antes de mais, que fique perfeitamente esclarecido, que eu não sou nenhuma poetisa ou dada a eloquências. Talvez o meu estilo nem encaixe neste blog, porém acho que em alguma altura da vida toda a gente tem de se adaptar a algo.
Por isso, e antes de expressarem com fervor as vossas boas vindas, deixem-me só despir a minha bata branca e arrumar os químicos na despensa. Acho que não vou precisar deles por enquanto...
Não que eu tenha algo contra isso...
É deveras impressionante como um simples tópico pode desencadear uma discussão inflamada e colérica, em poucos minutos.
Would you care to explain? - pergunta-me o subconsciente.
Not really.
Acho que me fico por aqui.
A inspiração é, de facto, uma coisa estranha.
Would you care to explain? - pergunta-me o subconsciente.
Not really.
Acho que me fico por aqui.
A inspiração é, de facto, uma coisa estranha.
Para eles, ridiculamente.
Li, recentemente, uma frase que me fez pensar. Ela não é extremamente original nem profunda. Além disso foi escrita pela minha irmã e repetida por muitos de vós, centenas de vezes, desde o inicio dos tempos: "É por vós que o faço".
Acho que concordo com ela. Tudo o que fazemos é por alguém, nem que seja por nós mesmos. Contudo, esquecê-mo-nos disto a toda a hora. Só nos momentos verdadeiramente importantes é que nos lembramos das pessoas de quem gostamos e não devia ser assim. Uma amizade é como um casamento: para o bom e para o mau, tanto na saúde como na doença, até que a morte nos separe.
Chessy, ham?
Down with lowsy speaches!!!
Acho que concordo com ela. Tudo o que fazemos é por alguém, nem que seja por nós mesmos. Contudo, esquecê-mo-nos disto a toda a hora. Só nos momentos verdadeiramente importantes é que nos lembramos das pessoas de quem gostamos e não devia ser assim. Uma amizade é como um casamento: para o bom e para o mau, tanto na saúde como na doença, até que a morte nos separe.
Chessy, ham?
Down with lowsy speaches!!!
Maratona
Estou numa de escrever.
Espero que seja numa de escrever bem e ao gosto de toda a gente.
Como o título explica, e bem, estou numa de maratona de posts, ou assim o espero. Não tenho sono, o computador ainda não está inteiramente cansado, portanto I'll stick for awhile.
Corro 1 km - deveria dizer "um quilómetro", uma vez que sou uma brilhantíssima aluna de Letras, curso em extinção.
Corro dois quilómetros - já aprendi a lição - três, quatro, cinco. Mas canso-me. Muito, aliás. Arfo de cansaço, brilho de exaustão; cheiro mal, óbvio.
Mas corri: certamente não os cinquenta mil metros dos marchantes (existe?), nem os dez mil dos profissionais, mas o suficiente para espalhar por campos verdejantes, vales profundos, riachos ocultos e caminhos secretos a palavra correr.
Amanhã vou caminhar um pouco e, lentamente, espalharei todas as palavras pelo mundo. Pode ser que, desse modo, este se torne um mundo melhor. Caso isso não aconteça, temos sempre Marte.
*
Espero que seja numa de escrever bem e ao gosto de toda a gente.
Como o título explica, e bem, estou numa de maratona de posts, ou assim o espero. Não tenho sono, o computador ainda não está inteiramente cansado, portanto I'll stick for awhile.
Corro 1 km - deveria dizer "um quilómetro", uma vez que sou uma brilhantíssima aluna de Letras, curso em extinção.
Corro dois quilómetros - já aprendi a lição - três, quatro, cinco. Mas canso-me. Muito, aliás. Arfo de cansaço, brilho de exaustão; cheiro mal, óbvio.
Mas corri: certamente não os cinquenta mil metros dos marchantes (existe?), nem os dez mil dos profissionais, mas o suficiente para espalhar por campos verdejantes, vales profundos, riachos ocultos e caminhos secretos a palavra correr.
Amanhã vou caminhar um pouco e, lentamente, espalharei todas as palavras pelo mundo. Pode ser que, desse modo, este se torne um mundo melhor. Caso isso não aconteça, temos sempre Marte.
*
Devaneios de uma mente perturbada
Secretária. Ser secretária. Atender telefones, redigir textos ditados, sim, isso mesmo.
A quem recorrem os escritores quando precisam de redigir rapidamente um texto? Ham? Às secretárias!
Basicamente, são a única explicação plausível, bastante cara, devo dizer a todos os que decidirem seguir o meu conselho. É um conselho razoável, pois existem milhares de pessoas, neste momento, no Centro de Emprego mais próximo, dispostas a fazer esse trabalho, trabalho esse que o próprio escritor, se bem que não tão depressa, pode fazer. Contudo, e infelizmente, nós, aclamados escritores, descobrimos, tardiamente, que não somos tão agéis na nobre arte da dactilografia.
Não obstante ser uma solução viável para os males da ocupação de escrever, reafirmo que o secretariado é uma opção cara, mas segura. Afirmo-o, e afirmei-o já duas vezes, sem, no entanto, ter feito a devida pesquisa, a devida e necessária averiguação, quanto mais uma investigação! Nada disso: digo isto, ou antes escrevo isto, da boca para fora, ou melhor, de não-boca para fora, mas sim de dedos para o teclado.
A minha ideia original não era escrever sobre este assunto, todavia, devido a certos esquecimentos não prórprios da idade e a divagações tolas, obrigaram-me a tal, ou seja, a contar-vos, paupérrimamente (isto existe?), uma história banal acerca secretárias.
Penso, portanto, que esta é uma altura propícia para confessar que já não percebo a minha própria caligrafia e que, por isso, ficarei muito admirada se daqui, sair algo de valor e aproveito também para revelar, mais uma vez, a urgência de ter uma secretária ao meu dispor, na qualidade de escritora, pois desse modo, esta situação nunca ocorreria, lembrando ainda aos meus queridos leitores e companheiros escritores, que, neste momento estão a ocupar o lugar de leitores, de que este ensaio, se é que lhe posso chamar isso - muito pequeno para isso, não é? - não tem qualquer valor em tribunal, nem como base para decisões na vida real: isto é ficção e, mesmo que não fosse, nunca iriam descobrir, visto não esperar ser uma célebre escritora dentro de dez anos, ao ponto de ter de revelar a minha vida às massas, de transformar a minha casa num museu, ou de construir um memorial, após a minha morte muito chorada.
Coisas efémeras, é o que eu escrevo. Não autobiográficas, não romanceadas, não nada. É exactamente isso: ideias-nada.
São palavras, sílabas, letras que nada significam para além do que está escrito sobre elas no dicionário. Nada do que eu digo ou escrevo é idílico ou didáctico; não tem nada de contributivo, nem de constructivo.
São sinapses, pensamentos fugazes que já estariam escritos, ou esquecidos, há muito tempo, não fosse a minha inabilidade de escrever velozmente e/ou a minha memória de ratinho.
Sinapses, vos digo, que se quebram, apagam e morrem.
***
A quem recorrem os escritores quando precisam de redigir rapidamente um texto? Ham? Às secretárias!
Basicamente, são a única explicação plausível, bastante cara, devo dizer a todos os que decidirem seguir o meu conselho. É um conselho razoável, pois existem milhares de pessoas, neste momento, no Centro de Emprego mais próximo, dispostas a fazer esse trabalho, trabalho esse que o próprio escritor, se bem que não tão depressa, pode fazer. Contudo, e infelizmente, nós, aclamados escritores, descobrimos, tardiamente, que não somos tão agéis na nobre arte da dactilografia.
Não obstante ser uma solução viável para os males da ocupação de escrever, reafirmo que o secretariado é uma opção cara, mas segura. Afirmo-o, e afirmei-o já duas vezes, sem, no entanto, ter feito a devida pesquisa, a devida e necessária averiguação, quanto mais uma investigação! Nada disso: digo isto, ou antes escrevo isto, da boca para fora, ou melhor, de não-boca para fora, mas sim de dedos para o teclado.
A minha ideia original não era escrever sobre este assunto, todavia, devido a certos esquecimentos não prórprios da idade e a divagações tolas, obrigaram-me a tal, ou seja, a contar-vos, paupérrimamente (isto existe?), uma história banal acerca secretárias.
Penso, portanto, que esta é uma altura propícia para confessar que já não percebo a minha própria caligrafia e que, por isso, ficarei muito admirada se daqui, sair algo de valor e aproveito também para revelar, mais uma vez, a urgência de ter uma secretária ao meu dispor, na qualidade de escritora, pois desse modo, esta situação nunca ocorreria, lembrando ainda aos meus queridos leitores e companheiros escritores, que, neste momento estão a ocupar o lugar de leitores, de que este ensaio, se é que lhe posso chamar isso - muito pequeno para isso, não é? - não tem qualquer valor em tribunal, nem como base para decisões na vida real: isto é ficção e, mesmo que não fosse, nunca iriam descobrir, visto não esperar ser uma célebre escritora dentro de dez anos, ao ponto de ter de revelar a minha vida às massas, de transformar a minha casa num museu, ou de construir um memorial, após a minha morte muito chorada.
Coisas efémeras, é o que eu escrevo. Não autobiográficas, não romanceadas, não nada. É exactamente isso: ideias-nada.
São palavras, sílabas, letras que nada significam para além do que está escrito sobre elas no dicionário. Nada do que eu digo ou escrevo é idílico ou didáctico; não tem nada de contributivo, nem de constructivo.
São sinapses, pensamentos fugazes que já estariam escritos, ou esquecidos, há muito tempo, não fosse a minha inabilidade de escrever velozmente e/ou a minha memória de ratinho.
Sinapses, vos digo, que se quebram, apagam e morrem.
***
A Palavra "Palavra"
Já me perguntei, como de certeza (e daí....) já se perguntaram muitos outros, como surgiram as palavras e porque é que elas significam aquilo que nós sabemos que significam.
Afinal de contas, porque é que a palavra "árvore", por exemplo, quer dizer o que quer dizer e não "papel de embrulho". Podia perfeitamente dizer-se: "Passa-me a árvore para embrulhar esta prenda.".
Já agora porque é que "prenda" quer dizer "prenda" e não "urso polar"? E "embrulhar"? Isso não poderia significar antes "inscrever"?
É claro que, no fim, diríamos algo do género: Passa-me a árvore para inscrever o urso polar.
Seria uma confusão, mas seria a whole lot of fun!!!
*
Afinal de contas, porque é que a palavra "árvore", por exemplo, quer dizer o que quer dizer e não "papel de embrulho". Podia perfeitamente dizer-se: "Passa-me a árvore para embrulhar esta prenda.".
Já agora porque é que "prenda" quer dizer "prenda" e não "urso polar"? E "embrulhar"? Isso não poderia significar antes "inscrever"?
É claro que, no fim, diríamos algo do género: Passa-me a árvore para inscrever o urso polar.
Seria uma confusão, mas seria a whole lot of fun!!!
*
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
NOVIDADE FABULOSA, QUERIDOS LEITORES!
Para todos os amantes da minha escrita extraordinária, existem dois blogs novos, meu e das minhas queridas amigas e irmã.
Fantástico, não?
Aqui estão os endereços, para o caso de quererem dar uma espreitadela:
http://wegotbored.blogspot.com/
http://damndangbang.blogspot.com/
***
Fantástico, não?
Aqui estão os endereços, para o caso de quererem dar uma espreitadela:
http://wegotbored.blogspot.com/
http://damndangbang.blogspot.com/
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quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Ao Sr. Saramago
O Sr. Saramago pôs-me a pensar.
Pôs-me a pensar em inveja, porque eu o invejo. Assim como tantos outros o devem invejar.
Contudo agradeço-te, Sr. Saramago, pela esperança fútil que, de agora em diante, podem ter milhares de portugueses, cujo sonho é ser um escritor célebre e ganhar um prémio Nobel.
Agora isso nunca há-de acontecer e, por isso, agradeço-te (se eu não ganho, ninguém ganha, certo?).
Que hipótese tem agora um portuguesito, quando, antes dele, estão os angolanos, os holandeses, os vietnamitas, os venezuelanos, pois, portugueses, já houve um a ganhar o tão aclamado prémio. Há que dar oportunidade aos outros que não tiveram a tua sorte, querido Saramago.
Agradeço-te, portanto, a ti e ao teu tão famoso e memorial Convento, ao Cristo que tomou como sua a ocupação dos seus evangelistas, escrevendo um evangelho dele, o egoísta (blasfémia, estará, por esta altura, a gritar a Igreja Católica; ela que me perdoe, que, hoje, não tenho papas na língua!), à jangada de pedra, jangada essa que, supostamente, deveria ter ido ao fundo, ao invés de se manter nos anais da história.
E por tudo isto agradeço-te.
Sincera e profusamente.
Pôs-me a pensar em inveja, porque eu o invejo. Assim como tantos outros o devem invejar.
Contudo agradeço-te, Sr. Saramago, pela esperança fútil que, de agora em diante, podem ter milhares de portugueses, cujo sonho é ser um escritor célebre e ganhar um prémio Nobel.
Agora isso nunca há-de acontecer e, por isso, agradeço-te (se eu não ganho, ninguém ganha, certo?).
Que hipótese tem agora um portuguesito, quando, antes dele, estão os angolanos, os holandeses, os vietnamitas, os venezuelanos, pois, portugueses, já houve um a ganhar o tão aclamado prémio. Há que dar oportunidade aos outros que não tiveram a tua sorte, querido Saramago.
Agradeço-te, portanto, a ti e ao teu tão famoso e memorial Convento, ao Cristo que tomou como sua a ocupação dos seus evangelistas, escrevendo um evangelho dele, o egoísta (blasfémia, estará, por esta altura, a gritar a Igreja Católica; ela que me perdoe, que, hoje, não tenho papas na língua!), à jangada de pedra, jangada essa que, supostamente, deveria ter ido ao fundo, ao invés de se manter nos anais da história.
E por tudo isto agradeço-te.
Sincera e profusamente.
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Perdição
Perdi-a.
Não sei quem sou, para onde vou.
As estrelas não me dizem.
Eu pergunto, suplicante; não me dizem.
Ficam caladinhas, silenciosas, contemplando este meu fado perjurioso.
Perdi-a. Ó Deus, perdi-a. Que faço? Não sei.
Ele não me diz, não quero que me diga, que me dê uma razão para acreditar.
Mas não me lembro. Tudo é fumo, água que escorre das mãos, qual neve baça.
Praguejo, pois perdi-a. Acho que já não a consigo recuperar.
O céu escuramente límpido, o regato corre lá ao fundo.
Deixei-a para trás, sem querer;
O barulho se foi, as chaminés se foram.
Ficou o piar do mocho e os ramos vibrantes, que nada me fazem recordar o que perdi.
Tão longe a deixei. Porque a deixei?
Faço sinal, ele não volta. Estendo o dedo, nada.
E perdi-a! Perdi-a de vez!
Perdi a memória no banco de trás do táxi, lá longe, na cidade.
Não costumo escrever poemas. Acho que se nota. ***
Não sei quem sou, para onde vou.
As estrelas não me dizem.
Eu pergunto, suplicante; não me dizem.
Ficam caladinhas, silenciosas, contemplando este meu fado perjurioso.
Perdi-a. Ó Deus, perdi-a. Que faço? Não sei.
Ele não me diz, não quero que me diga, que me dê uma razão para acreditar.
Mas não me lembro. Tudo é fumo, água que escorre das mãos, qual neve baça.
Praguejo, pois perdi-a. Acho que já não a consigo recuperar.
O céu escuramente límpido, o regato corre lá ao fundo.
Deixei-a para trás, sem querer;
O barulho se foi, as chaminés se foram.
Ficou o piar do mocho e os ramos vibrantes, que nada me fazem recordar o que perdi.
Tão longe a deixei. Porque a deixei?
Faço sinal, ele não volta. Estendo o dedo, nada.
E perdi-a! Perdi-a de vez!
Perdi a memória no banco de trás do táxi, lá longe, na cidade.
Não costumo escrever poemas. Acho que se nota. ***
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
From time to time
De vez em quando gosto de fazer uma pequena experiência, não vão os meus patrões retirar-me o financiamento para a minha pesquisa, ou pior, não vão os meus leitores pensar que eu não sou uma verdadeira cientista!!!
No dia x fui buscar ao armazém uma série de componentes químicos, entre os quais estavam incluídos o badalado y, o célebre z e o perigoso w.
Misturei-os a todos e o resultado só podia ser mau.
Criei as Power Puff Girls!
*vou buscar dinheiro às poupanças e pedir empréstimos ao banco; afinal de conta, agora tenho três chavalas irritantes e ligeiramente animadas (got it!!!!???) para tomar conta*
No dia x fui buscar ao armazém uma série de componentes químicos, entre os quais estavam incluídos o badalado y, o célebre z e o perigoso w.
Misturei-os a todos e o resultado só podia ser mau.
Criei as Power Puff Girls!
*vou buscar dinheiro às poupanças e pedir empréstimos ao banco; afinal de conta, agora tenho três chavalas irritantes e ligeiramente animadas (got it!!!!???) para tomar conta*
Confissão
OK!!! EU ADMITO! EU NÃO ESCREVI NENHUM POST EM AGOSTO!
APANHARAM-ME!
- "Mas estão aqui posts no mês de Agosto, nós conseguimos vê-los" - dizem vocês, já a pensar que eu estou maluquinha da cabeça; as férias devem-me ter feito mal de certeza. Mas não.
Eu escrevo posts e depois mudo a data de publicação nas opções....
- "OH MY GOD!!!!" YOU DIDN'T!!!!" - gritam vocês ultrajados.
I did.
APANHARAM-ME!
- "Mas estão aqui posts no mês de Agosto, nós conseguimos vê-los" - dizem vocês, já a pensar que eu estou maluquinha da cabeça; as férias devem-me ter feito mal de certeza. Mas não.
Eu escrevo posts e depois mudo a data de publicação nas opções....
- "OH MY GOD!!!!" YOU DIDN'T!!!!" - gritam vocês ultrajados.
I did.
Setembro.
Época de vindimas, dos últimos devaneios do Verão, das saudades do mesmo e das publicidades do regresso às aulas.
Este mês não presta.
Este mês não presta.
sábado, 1 de setembro de 2007
Desculpas em forma de post num blog
Peço desculpa, imensa desculpa por ter semi-pseudo-ter-deixado-ao-abandono-este-blog-sem-no-entanto-o-ter-de-facto-abandonado-mas-abandonando-o-nevertheless.
Aceitam as minhas desculpas? Sei que estou sempre a pedi-las e que provavel, não possivelmente não as vão aceitar, mas I am really trully sorry.
A vida não é só isto, sabem? Claro que não sabem.
Eu tenho mãe que me obriga a por a mesa, tenho irmã que me chateia a cabeça, deveres (não da escola porque ainda não começaram, mas quando começarem aí é que vão ser elas) para cumprir. Coisas, percebem?
Espero que sim.
Desculpem.
Não prometo vir cá todos os dias, mas vou tentar pensar em "postar" mais vezes neste blog, do qual, acreditem ou não, gosto muito.
Aceitam as minhas desculpas? Sei que estou sempre a pedi-las e que provavel, não possivelmente não as vão aceitar, mas I am really trully sorry.
A vida não é só isto, sabem? Claro que não sabem.
Eu tenho mãe que me obriga a por a mesa, tenho irmã que me chateia a cabeça, deveres (não da escola porque ainda não começaram, mas quando começarem aí é que vão ser elas) para cumprir. Coisas, percebem?
Espero que sim.
Desculpem.
Não prometo vir cá todos os dias, mas vou tentar pensar em "postar" mais vezes neste blog, do qual, acreditem ou não, gosto muito.
terça-feira, 31 de julho de 2007
Yupi!
Hoje é um dia especial.
Não o digo por ser o último dia de Julho, nem por estarmos quase em Agosto, o que só por si já é de celebrar, mas sim, porque hoje, alguém faz anos!
O Harry Potter!!!! Weee! Happy Birthday!
O Harry Potter não é só para geeks... -_-
Não o digo por ser o último dia de Julho, nem por estarmos quase em Agosto, o que só por si já é de celebrar, mas sim, porque hoje, alguém faz anos!
O Harry Potter!!!! Weee! Happy Birthday!
O Harry Potter não é só para geeks... -_-
The house always wins
Calor. Por um lado fico feliz por fazer parte deste grande plano que é desertificar a Europa, por outro, fico pensativa, quando me ocorre que os góticos devem estar a sentir-se bem pior que eu (preto + sol = a bloody sweaty body).
Às tantas, lembro-me da já badalada teoria; duma medida secreta, que resulta, enfim, como arma biológica/genética, e que consiste, essencialmente, numa menopausa precoce.
Sendo os calores um dos sintoma dessa condição, o mundo (ou antes, a Humanidade) arranjaria, assim, uma forma de controlar a natalidade e, consequentemente, evitaria colocar mais algum miúdo idiota, no cargo de Primeiro-Ministro.
Everybody wins! *
Às tantas, lembro-me da já badalada teoria; duma medida secreta, que resulta, enfim, como arma biológica/genética, e que consiste, essencialmente, numa menopausa precoce.
Sendo os calores um dos sintoma dessa condição, o mundo (ou antes, a Humanidade) arranjaria, assim, uma forma de controlar a natalidade e, consequentemente, evitaria colocar mais algum miúdo idiota, no cargo de Primeiro-Ministro.
Everybody wins! *
domingo, 29 de julho de 2007
Verão
Ontem, por volta das 22h, durante uma discussão acalorada sobre as hipóteses de trabalho da Floribela e uma tentativa fútil de escutar as transmissões dos barcos pela rádio, apercebi-me que, não obstante a ausência da bandeira verde, as pessoas continuam a aventurar-se pelo mar adentro.
São parvas e têm a mania que sabem nadar muito bem. Só pode.
Embora o salitre colado ao exterior do vidro me impeça de ver claramente a praia, assunto que, de momento, foi resolvido por uma esponja e por uma avó dada à limpezas, ocorrem-me várias situações, em que, se as pessoas tivessem dado olhos (e não ouvidos, como seria de esperar) à cor da bandeira, teriam sido evitadas:
- os surfistas que partem de prancha na mão, besuntados, à indio, de protector solar, enfrentando as ondas, sem se aperceberem que não são um rival à altura;
- as crianças, para as quais praia não é praia sem um mergulho repleto de areia nas partes baixas;
- adolescentes irritantes, convencidos que sabem fazer skimming;
- velhotes que, sem querer, são arrastados pela maré, necessitando da ajuda dos nadadores salvadores (que descontraem alegremente no café) e não dos gritos incessantes de turistas e nativos que se juntam para observar a triste cena, que nunca lhes poderia acontecer a eles.
(essencialmente, o que pretendo dizer é que todos aqueles que agem de forma irresponsável, não obstante a sua idade, nos meses de Verão, estão sujeitos a diversos perigos, que seriam perfeitamente evitados, se seguissem regras básicas)
São coisas que acontecem, calculo. No entanto, acho prudente dar uma vista de olhos à bandeira antes de pôr um pé na água e esbarrar toneladas de protector nas costas, cara, ombros e nos restantes membros, aliviando o trabalho nas urgências e no departamento de oncologia, diminuindo os telefonemas para o 112, podendo os enfermeiros e médicos, deste modo, dar primazia àqueles que sofrem de facto de doenças como aneurismas e síndroma de Wilson.
Bom Verão!
São parvas e têm a mania que sabem nadar muito bem. Só pode.
Embora o salitre colado ao exterior do vidro me impeça de ver claramente a praia, assunto que, de momento, foi resolvido por uma esponja e por uma avó dada à limpezas, ocorrem-me várias situações, em que, se as pessoas tivessem dado olhos (e não ouvidos, como seria de esperar) à cor da bandeira, teriam sido evitadas:
- os surfistas que partem de prancha na mão, besuntados, à indio, de protector solar, enfrentando as ondas, sem se aperceberem que não são um rival à altura;
- as crianças, para as quais praia não é praia sem um mergulho repleto de areia nas partes baixas;
- adolescentes irritantes, convencidos que sabem fazer skimming;
- velhotes que, sem querer, são arrastados pela maré, necessitando da ajuda dos nadadores salvadores (que descontraem alegremente no café) e não dos gritos incessantes de turistas e nativos que se juntam para observar a triste cena, que nunca lhes poderia acontecer a eles.
(essencialmente, o que pretendo dizer é que todos aqueles que agem de forma irresponsável, não obstante a sua idade, nos meses de Verão, estão sujeitos a diversos perigos, que seriam perfeitamente evitados, se seguissem regras básicas)
São coisas que acontecem, calculo. No entanto, acho prudente dar uma vista de olhos à bandeira antes de pôr um pé na água e esbarrar toneladas de protector nas costas, cara, ombros e nos restantes membros, aliviando o trabalho nas urgências e no departamento de oncologia, diminuindo os telefonemas para o 112, podendo os enfermeiros e médicos, deste modo, dar primazia àqueles que sofrem de facto de doenças como aneurismas e síndroma de Wilson.
Bom Verão!
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Interrupção escolar que dura aproximadamente 3 meses
Férias. Resumindo o título.
Gostava de vos contar que elas envolvem campos de golf, máscaras venezianas, corpos putrefactos e mimos. Mas não.
Envolvem, por outro lado, praia, bandiras amarelas, família e uma irmã a ler o último volume do Harry Potter.
Se não vos interessar, liguem a televisão, carreguem na 4 (TVI) e vejam o Clube das Chaves.
(Ainda dá? Não? Então vejam as Tardes da Júlia.)
Gostava de vos contar que elas envolvem campos de golf, máscaras venezianas, corpos putrefactos e mimos. Mas não.
Envolvem, por outro lado, praia, bandiras amarelas, família e uma irmã a ler o último volume do Harry Potter.
Se não vos interessar, liguem a televisão, carreguem na 4 (TVI) e vejam o Clube das Chaves.
(Ainda dá? Não? Então vejam as Tardes da Júlia.)
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Reminiscências metafóricas do Passado
Lembrei-me deste título. Parece ser um bom título. O texto deve, portanto, ser igualmente bom.
Ficariam desiludidos se eu confessasse que não me ocorre nada para além deste título, que, após profunda análise, já não parece tão extraordinário?
Olhei para a direita. Encontrei alguém diante duma máquina insurdecedora, a carregar determinadamente num botão, cujo clic arranha um ouvido sensível. Habituei-me a ele e a esse alguém que olha impertubável para um ecrá luminoso, contagiante e perigosamente luminoso.
Olhei para a esquerda, quer dizer, olhei, mais precisamente, para nordeste, perscutando o exterior, em busca de algo mais excitante. Vi uma árvore; um pinheiro. Bravo, será? Não. Provavelmente manso. Estupidamente morto. Mas ele lembrou-me o Natal, festividade que, como tantas outras festa, ao mesmo tempo, consegue aborrecer-me de morte e levar-me a um estado de euforia genuína.
Esta reminiscência do passado (daqui vem o título) em particular é tristonha.
Uso este adjectivo [tristonha] porque quero acentuar a ridicularidade da tristeza da celebração em causa.
Um pinheiro pobremente enfeitado, bolas de algum material, não identificável no momento, com aspecto tosco e uma acumulação horrível de três pacotes embrulhados à pressa, cinco minutos antes.
Estão a ver a imagem?
Que bom. Era esse o meu objectivo. O meu aniversário aproxima-se e embora não seja necessária a presença de um pinheiro, os presentes são bem vindos! =D
Queiram desculpar-me pelo meu oportunismo evidente...
Ficariam desiludidos se eu confessasse que não me ocorre nada para além deste título, que, após profunda análise, já não parece tão extraordinário?
Olhei para a direita. Encontrei alguém diante duma máquina insurdecedora, a carregar determinadamente num botão, cujo clic arranha um ouvido sensível. Habituei-me a ele e a esse alguém que olha impertubável para um ecrá luminoso, contagiante e perigosamente luminoso.
Olhei para a esquerda, quer dizer, olhei, mais precisamente, para nordeste, perscutando o exterior, em busca de algo mais excitante. Vi uma árvore; um pinheiro. Bravo, será? Não. Provavelmente manso. Estupidamente morto. Mas ele lembrou-me o Natal, festividade que, como tantas outras festa, ao mesmo tempo, consegue aborrecer-me de morte e levar-me a um estado de euforia genuína.
Esta reminiscência do passado (daqui vem o título) em particular é tristonha.
Uso este adjectivo [tristonha] porque quero acentuar a ridicularidade da tristeza da celebração em causa.
Um pinheiro pobremente enfeitado, bolas de algum material, não identificável no momento, com aspecto tosco e uma acumulação horrível de três pacotes embrulhados à pressa, cinco minutos antes.
Estão a ver a imagem?
Que bom. Era esse o meu objectivo. O meu aniversário aproxima-se e embora não seja necessária a presença de um pinheiro, os presentes são bem vindos! =D
Queiram desculpar-me pelo meu oportunismo evidente...
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Máquina do tempo - ponto de partida e de retorno
Bem vindo, dearest viajante do tempo!
Os nossos supervisores desconhecem esta pequena infracção que estamos a cometer... No entanto, achámos que relembrar aos nossos queridos leitores os tempos de glória em que o nosso humor era uma arma de grande poderio e em que o diploma de cientistas qualificadas estava quase ao nosso alcance, seria uma boa ideia...
Através da máquina do tempo, podem viajar através da história do blog mais aclamado de toujours: Cientistas Sem Diploma!
Intercalamos, por isso, alguns desses posts memoráveis entre os que já alguns de vós conhecem, também na esperança de que isso vos alicie e reler as entradas menos recentes.
Obrigada e enjoy!
Os nossos supervisores desconhecem esta pequena infracção que estamos a cometer... No entanto, achámos que relembrar aos nossos queridos leitores os tempos de glória em que o nosso humor era uma arma de grande poderio e em que o diploma de cientistas qualificadas estava quase ao nosso alcance, seria uma boa ideia...
Através da máquina do tempo, podem viajar através da história do blog mais aclamado de toujours: Cientistas Sem Diploma!
Intercalamos, por isso, alguns desses posts memoráveis entre os que já alguns de vós conhecem, também na esperança de que isso vos alicie e reler as entradas menos recentes.
Obrigada e enjoy!
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Não. Isso é mentira.
Que horror. Mentira insípida! Balelas! Escarnecem de mim...
Blasfémia...!
É óbvio que não sofro.
Perguntas porque choro? Não tenho de ter uma razão. Até tenho, mas não ta quero contar.
Não é válida, não é justificável, não é simples e não é minha.
Eu não choro. É soro que me cai dos olhos; faz bem "limpar" os olhos, purificá-los das impurezas (passo a redundância) cruéis do mundo. Não choro. É impressão tua. Isto é só uma alergia tola. Comichão nos olhos, não passa disso. Juro.
Já disse que não estou a sofrer. Só os palermas sensíveis é que sofrem.
Eu sou forte. Gostava de ser forte. Sonho com isso todos os dias: que sou forte e que não choro.
Blasfémia...!
É óbvio que não sofro.
Perguntas porque choro? Não tenho de ter uma razão. Até tenho, mas não ta quero contar.
Não é válida, não é justificável, não é simples e não é minha.
Eu não choro. É soro que me cai dos olhos; faz bem "limpar" os olhos, purificá-los das impurezas (passo a redundância) cruéis do mundo. Não choro. É impressão tua. Isto é só uma alergia tola. Comichão nos olhos, não passa disso. Juro.
Já disse que não estou a sofrer. Só os palermas sensíveis é que sofrem.
Eu sou forte. Gostava de ser forte. Sonho com isso todos os dias: que sou forte e que não choro.
sábado, 7 de julho de 2007
Inspiração
Ela vem e vai.
VEM:
Quando bate à porta, bate devagarinho, sustendo a respiração; vem, depressinha, sem rodeios, possui-me pela mão, entra-me suavemente de rompante na cabeça, manipula o que digo, o que faço, encantando o pensamento e fechando as cancelas para tudo o resto. Sou dela, na brevidade de um instante...
VAI:
Vai, como se não tivesse vindo de todo, sem anunciar a partida, arrastando os laivos que escapam daquilo que dela quer permanecer comigo, agarrando-se ao movimento ritmado da mão sobre o papel, o tampo da mesa, uma folha improvisada, perdendo-se a meados; oblivia-se o seu sentido primário. Fica a memória daquilo que ela podia ter sido, a promessa de um retorno semelhante, mas nunca igual.
Ela parte, eu fico à espera.
VEM:
Quando bate à porta, bate devagarinho, sustendo a respiração; vem, depressinha, sem rodeios, possui-me pela mão, entra-me suavemente de rompante na cabeça, manipula o que digo, o que faço, encantando o pensamento e fechando as cancelas para tudo o resto. Sou dela, na brevidade de um instante...
VAI:
Vai, como se não tivesse vindo de todo, sem anunciar a partida, arrastando os laivos que escapam daquilo que dela quer permanecer comigo, agarrando-se ao movimento ritmado da mão sobre o papel, o tampo da mesa, uma folha improvisada, perdendo-se a meados; oblivia-se o seu sentido primário. Fica a memória daquilo que ela podia ter sido, a promessa de um retorno semelhante, mas nunca igual.
Ela parte, eu fico à espera.
domingo, 1 de julho de 2007
Novo aspecto!
Que tal? Está bonito?
Eu ainda tentei ir buscar o iodo de sódio e o carbonato de magnésio ao armário dos ingredientes...
Não me deram autorização. Disseram para ir para o canto brincar com os meus livros e listas de autores portugueses.
***
Eu ainda tentei ir buscar o iodo de sódio e o carbonato de magnésio ao armário dos ingredientes...
Não me deram autorização. Disseram para ir para o canto brincar com os meus livros e listas de autores portugueses.
***
quarta-feira, 27 de junho de 2007
lack of comments...(tudo em minúsculas)
olá.
a falta de comentários deixaria qualquer um desmotivado. mas não a mim. quer dizer, é aborrecido. pensamos que é desta vez que vamos receber um mailzito a confirmar que existe um novo comentário, mas não. por isso quero demonstrar "my annoyance to the world" através do "lack of use of" maiúsculas.
(peço desculpa pelas pequenas passagens a inglês. ultimamente tem-me sido dificil pensar em português. o inglês consegue proporcionar-me mais liberdade. weird, hein?).
resumindo: quero comentários. preciso de comentários. choro e dou pontapés se não mos derem. escrevam - só faz é bem! (vêem? até podem tirar uma lição moral desta pequena entrada.)
adeus. *
a falta de comentários deixaria qualquer um desmotivado. mas não a mim. quer dizer, é aborrecido. pensamos que é desta vez que vamos receber um mailzito a confirmar que existe um novo comentário, mas não. por isso quero demonstrar "my annoyance to the world" através do "lack of use of" maiúsculas.
(peço desculpa pelas pequenas passagens a inglês. ultimamente tem-me sido dificil pensar em português. o inglês consegue proporcionar-me mais liberdade. weird, hein?).
resumindo: quero comentários. preciso de comentários. choro e dou pontapés se não mos derem. escrevam - só faz é bem! (vêem? até podem tirar uma lição moral desta pequena entrada.)
adeus. *
terça-feira, 26 de junho de 2007
Homem-Que-Não-É-Homem
Tchiii.
Já passou algum tempinho. Alguém me disse (coflibelinhacof) que eu tinha abandonado o blog.
BLASFÉMIA!!!!
I mean...
Okay. Eu reconheço. Já passou algum tempão.
Devem estar a perguntar-se o que é que o título tem a ver com o resto do post. Na verdade, nada, mas, se quiserem, posso inventar qualquer coisinha neste preciso instante.
Trabalho? Claro, que dá trabalho, mas por vós, caros leitores, faço tudo. Isto é, tudo menos pagar resgates, caso sejam raptados ou levar-vos a almoçar ao restaurante mais caro da capital ou ao Melro.
Vamos lá à historiazinha:
Era uma vez um homem que não era bem um homem, por isso em vez de José começaram a chamar-lhe assim: Homem-Que-Não-É-Homem.
Quando o chamavam, ele olhava, por isso decidiu adoptar o nome oficialmente. Os senhores do notário/registo não ficaram muito satisfeitos, porque havia uma certa dúvida quanto ao apelido. Tornar-se-ia Homem o seu apelido? Assim como o nome próprio? Que disparate.
Seria o mesmo que alguém se chamasse Henrique Henriques (tenho pena destas pessoas, assim como daquele menino que nasceu nos EUA, cujos pais, devido a uma adoração obsessiva do Senhor dos Anéis ou do Orlando Bloom, quiseram chamar ao filho Lhegolaz - que nem sequer está bem escrito).
Continuando. Após ultrapassados certos dilemas, o ex-José passou a chamar-se Homem-Que-Não-É-Homem.
Anos mais tarde, ele casou-se. A mulher lidou bem com o facto de o seu nome ser aquele que era e não se importou de pôr, como apelido, aos seus filhos. Contudo, ficou chateada quando descobriu a razão pela qual o nome do marido é Homem-Que-Não-É-Homem e perguntou-se a si mesma quem seria o pai dos seus filhos, chamados Maria Homem e Miguel Homem.
The End.
Já passou algum tempinho. Alguém me disse (coflibelinhacof) que eu tinha abandonado o blog.
BLASFÉMIA!!!!
I mean...
Okay. Eu reconheço. Já passou algum tempão.
Devem estar a perguntar-se o que é que o título tem a ver com o resto do post. Na verdade, nada, mas, se quiserem, posso inventar qualquer coisinha neste preciso instante.
Trabalho? Claro, que dá trabalho, mas por vós, caros leitores, faço tudo. Isto é, tudo menos pagar resgates, caso sejam raptados ou levar-vos a almoçar ao restaurante mais caro da capital ou ao Melro.
Vamos lá à historiazinha:
Era uma vez um homem que não era bem um homem, por isso em vez de José começaram a chamar-lhe assim: Homem-Que-Não-É-Homem.
Quando o chamavam, ele olhava, por isso decidiu adoptar o nome oficialmente. Os senhores do notário/registo não ficaram muito satisfeitos, porque havia uma certa dúvida quanto ao apelido. Tornar-se-ia Homem o seu apelido? Assim como o nome próprio? Que disparate.
Seria o mesmo que alguém se chamasse Henrique Henriques (tenho pena destas pessoas, assim como daquele menino que nasceu nos EUA, cujos pais, devido a uma adoração obsessiva do Senhor dos Anéis ou do Orlando Bloom, quiseram chamar ao filho Lhegolaz - que nem sequer está bem escrito).
Continuando. Após ultrapassados certos dilemas, o ex-José passou a chamar-se Homem-Que-Não-É-Homem.
Anos mais tarde, ele casou-se. A mulher lidou bem com o facto de o seu nome ser aquele que era e não se importou de pôr, como apelido, aos seus filhos. Contudo, ficou chateada quando descobriu a razão pela qual o nome do marido é Homem-Que-Não-É-Homem e perguntou-se a si mesma quem seria o pai dos seus filhos, chamados Maria Homem e Miguel Homem.
The End.
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Máquina do tempo VI - ano 2011
A Sala de Espera
Olá olá.
De novo.
Sei que muitos esperaram ávida e ansiosamente por posts que nunca mais chegavam. Pois aqui estão eles, ou pelo menos, aqui está ele.
A espera acabou, senhoras e senhores, meninos e meninas, chavalas irritantes que fazem greve.
Assim vos deixamos na leitura inebriante do nosso próximo e delicioso post.
Muitos beijinhos,
A & B
Uma brisa quente atravessa as pessoas. Crianças desatam a chorar. A suar, os pais tentam acalmá-los. Sem resultado. A brisa continua o seu percurso, os choros não vêm o fim, o suor desce pelo pescoço, instalando-se nos sovacos.
A temível sala de espera para o gabinete do Senhor Doutor, a quem todos devemos muito respeito. Era um lugar quase assombrado, cheio de espirros e febres altas, que davam à sala um ar simplesmente doentio.
Tosse. Atchim. Tosse. Atchim."Mãe, acho que vou vomitar...!". Estes são apenas alguns dos sintomas apresentados por todos aqueles que passam mais do que 30 minutos numa sala de espera. De repente, uma porta abre-se, do nada. Onde antes estivera a última barreira para o mais terrível dos infernos, está agora um homem forte e espadaúdo, com riso seco, sorriso tórrido, e sentido de humor desastroso. Crianças fogem ante esta visão e enfiam-se na casa-de-banho. Os mais crescidos encolhem-se nas cadeiras de plásticos desconfortáveis, remexendo-se vezes sem conta. Os velhos lançam um sorriso amarelo para a pessoa defronte, rezando apenas para que a sua vez não seja hoje.
O médico sorri."Bem-vindos à sala de espera.".
Nota-se o nervosismo no ar."O primeiro, por favor." - e dirige-se novamente para o interior do gabinete.
Uma mãe duvidosa avança, arrastando um filho aos berros lá para dentro. A porta é fechada, com estrondo.
Um grito, longo, agudo e acutilante. Depois, silêncio.
quarta-feira, 30 de maio de 2007
Máquina do tempo V - ano 1945
Viagens
- Vamos a Viseu?
- Não.
- Então não quero ir!
- Porquê?
- Porque assim já não posso cantar aquela música...:
Indo eu, indo eu
a caminho de Viseu.
Indo eu, indo eu
a caminho de Viseu.
Encontrei o meu amor,
Ai Jesus que lá vou eu!
Encontrei o meu amor,
Ai Jesus que lá vou eu!
- Mas olha lá... Vamos a Coimbra, por isso podes cantar:
Coimbra do Choupal,
Ainda és capital
Do amor em Portugal,
Ainda.
Coimbra, onde uma vez,
Com lágrimas se fez
A história dessa Inês
Tão linda!
Coimbra das canções,
Tão meiga que nos pões
Os nossos corações
A nu.
Coimbra dos doutores,
P'ra nós os teus cantores
A fonte dos amores
És tu.
Coimbraé uma lição
De sonho e tradição
O lente é uma canção
E a lua a faculdade
O livro é uma mulher
Só passa quem souber
E aprende-se a dizer
Saudade.
- Ehh, não gosto dessa.
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Qualquer coisa vs outra coisa qualquer
Temos sempre duas hipóteses. Não têm necessáriamente de corresponder à boa e à má. A boa não tem obrigatoriamente de ser a mais dificil e a má, a mais fácil. Caso contrário, no momento, que sempre antecede qualquer tomada de decisão, teriam de surgir os célebres, e um tanto piturescos, diabinho e anjinho.
O que nos faz escolher uma coisa ao invés da outra são as nossas crenças, as nossas opiniões e a nossa ética e moral. Ou então, podem escolher acreditar que tudo isto, cada opção, já está escrita num sitio qualquer e que não temos de decidir nem deliberar absolutamente coisa nenhuma, uma vez que já houve alguém que pensasse em todos esses aspectos.
Como disse, há sempre duas, ou mais, hipóteses.
Desde que, ao fim do dia, não vejam, pela janela, uma nuvem escura, que carrega chuva ácida ou algo do género e que, quando saem à rua, as pessoas não olham para vocês como párias, pode-se dizer que fizeram a escolha acertada.
O que nos faz escolher uma coisa ao invés da outra são as nossas crenças, as nossas opiniões e a nossa ética e moral. Ou então, podem escolher acreditar que tudo isto, cada opção, já está escrita num sitio qualquer e que não temos de decidir nem deliberar absolutamente coisa nenhuma, uma vez que já houve alguém que pensasse em todos esses aspectos.
Como disse, há sempre duas, ou mais, hipóteses.
Desde que, ao fim do dia, não vejam, pela janela, uma nuvem escura, que carrega chuva ácida ou algo do género e que, quando saem à rua, as pessoas não olham para vocês como párias, pode-se dizer que fizeram a escolha acertada.
quinta-feira, 10 de maio de 2007
9.91 €
Tenho 9.91 € em cima da minha secretária.
Não estou a pensar em dá-los para caridade, nem em gastá-los num par de brincos excêntricos.
Acho que vou guardar esta pequena quantia.
Também vou guardar o pequenino pedaçinho de papel verde fluorescente, onde anotei quanto dinheiro tinha. Ele é fofo e extrememente catita.
Como precaução, não tenciono dizer onde o vou guardar. Nada me faria revelar o sítio onde vou esconder a caixinha, onde vou pôr o dinheiro.
Não. Também não vou dizer onde moro.
Espertos... Estavam a ver se me descozia...! * suspiro* Ai ai!
Não estou a pensar em dá-los para caridade, nem em gastá-los num par de brincos excêntricos.
Acho que vou guardar esta pequena quantia.
Também vou guardar o pequenino pedaçinho de papel verde fluorescente, onde anotei quanto dinheiro tinha. Ele é fofo e extrememente catita.
Como precaução, não tenciono dizer onde o vou guardar. Nada me faria revelar o sítio onde vou esconder a caixinha, onde vou pôr o dinheiro.
Não. Também não vou dizer onde moro.
Espertos... Estavam a ver se me descozia...! * suspiro* Ai ai!
domingo, 6 de maio de 2007
Conjugações perifrásticas
Hoje contar-vos-ei uma história deveras impressionante. Darei aos excelentíssimos leitores um prazer incomensurável. O dito cujo consiste na leitura de um texto de elevada qualidade literária, escrito por moi-même.
Mentira.
nem eu escrevo assim tão bem, nem tenho leitores excelentes que aqui costumem vir para apreciar as minhas hitórias interessantes.
Ora... Conjugações perisfrásticas. It's really something, isn't it?
Nem por isso. Só servem para nos dar cabo da cabeça quando analisamos uma oração a latim.
Fixe, fixe, seria ver uma abelha a perseguir alguém.
Mentira.
nem eu escrevo assim tão bem, nem tenho leitores excelentes que aqui costumem vir para apreciar as minhas hitórias interessantes.
Ora... Conjugações perisfrásticas. It's really something, isn't it?
Nem por isso. Só servem para nos dar cabo da cabeça quando analisamos uma oração a latim.
Fixe, fixe, seria ver uma abelha a perseguir alguém.
B-day
Todos os dias são dias em que alguém faz anos.
Ou não as conhecemos ou, se as conhecemos, esquecemo-nos. É claro que há sempre alguém que se lembra de sumprir a tradição e embrulha um presentinho minuciosamente e com bastante carinho para outro alguém que nós podemos até não conhecer. Podemos até nem conhcer quem embrulhou a prenda.
The point of all this é para vos dizer que o vosso dia especial também é o dia especial de muita gente.
Não sejam convencidos! :D
Ou não as conhecemos ou, se as conhecemos, esquecemo-nos. É claro que há sempre alguém que se lembra de sumprir a tradição e embrulha um presentinho minuciosamente e com bastante carinho para outro alguém que nós podemos até não conhecer. Podemos até nem conhcer quem embrulhou a prenda.
The point of all this é para vos dizer que o vosso dia especial também é o dia especial de muita gente.
Não sejam convencidos! :D
sábado, 5 de maio de 2007
Propaganda
Será que há vampiros?
De certeza que toda a gente já fez esta pergunta, quer tenha sido audível ou não.
Quando foram picados duas vezes no pescoço por um mosquito ou tenham brancas sobre o que fizeram durante a noite (esperem....isto são os lobisomens - lá chegaremos.) ou tenham uma fome sedenta por sangue ou por um bife mal passado (novamente, os lobisomens! mas o que é que se passa comigo?).
Se calhar, quando choramos por causa da impressão que a cebola nos causa, estamos apenas a expressar a nossa "vampirice", digo isto, não para vos mostrar que sou muito ignorante (porque eu sei que os vampiros não suportam alho e não cebola), mas sim para vocês se aperceberem que o alho e a cebola são bastante semelhantes...
Olhem...esqueçam. Já nem eu sei do que estou a falar.
Vão ver o Angel ou a Buffy. De certeza que eles vos conseguem explicar isto muito melhor.
De certeza que toda a gente já fez esta pergunta, quer tenha sido audível ou não.
Quando foram picados duas vezes no pescoço por um mosquito ou tenham brancas sobre o que fizeram durante a noite (esperem....isto são os lobisomens - lá chegaremos.) ou tenham uma fome sedenta por sangue ou por um bife mal passado (novamente, os lobisomens! mas o que é que se passa comigo?).
Se calhar, quando choramos por causa da impressão que a cebola nos causa, estamos apenas a expressar a nossa "vampirice", digo isto, não para vos mostrar que sou muito ignorante (porque eu sei que os vampiros não suportam alho e não cebola), mas sim para vocês se aperceberem que o alho e a cebola são bastante semelhantes...
Olhem...esqueçam. Já nem eu sei do que estou a falar.
Vão ver o Angel ou a Buffy. De certeza que eles vos conseguem explicar isto muito melhor.
quarta-feira, 18 de abril de 2007
Desilusão fotográfica
Wow!
Vamos ao estrangeiro.
Às Astúrias, por exemplo.
Subimos a um dos montes mais altos.
É suposto ter uma vista panorâmica extraordinária.
E tem-na.
Sacamos da máquina fotográfica - comprada para a ocasião - e disparamos.
Flash e tudo.
Olhamos para a paisagem uma vez mais.
Comparamos.
Incrivelmente, a foto nunca lhe faz justiça.
Ficamos desiludidos, está pois claro.
É isso e a memória fotográfica que parece abandonar-nos nos momentos em que relamente precisamos dela.
Vamos ao estrangeiro.
Às Astúrias, por exemplo.
Subimos a um dos montes mais altos.
É suposto ter uma vista panorâmica extraordinária.
E tem-na.
Sacamos da máquina fotográfica - comprada para a ocasião - e disparamos.
Flash e tudo.
Olhamos para a paisagem uma vez mais.
Comparamos.
Incrivelmente, a foto nunca lhe faz justiça.
Ficamos desiludidos, está pois claro.
É isso e a memória fotográfica que parece abandonar-nos nos momentos em que relamente precisamos dela.
Ursula's purple umbrella
"Ursula has an umbrella.
This is probably true... I don't know anyone named Ursula but I'm sure that, whoever she is, she has an umbrella. It's a very useful instrument, specially when you want to hit someone. For example...:
Ursula was late for school. Her parents gave her some money, so she could catch the subway. Before leaving home, she took her favourite purple umbrella off the closet. It was a very rainy day. The subway arrived and it was packed! Ursula hit a bunch of people, because, otherwise, she wouldn't be able to take that train. Luckly, her stop was near. She arrived on time at school. All thanks to her umbrella!
The End."
This is probably true... I don't know anyone named Ursula but I'm sure that, whoever she is, she has an umbrella. It's a very useful instrument, specially when you want to hit someone. For example...:
Ursula was late for school. Her parents gave her some money, so she could catch the subway. Before leaving home, she took her favourite purple umbrella off the closet. It was a very rainy day. The subway arrived and it was packed! Ursula hit a bunch of people, because, otherwise, she wouldn't be able to take that train. Luckly, her stop was near. She arrived on time at school. All thanks to her umbrella!
The End."
Awww. Cute.
Abril, avril, april, ...
O mês de Março foi pobrezinho em posts.
Mas já estamos em Abril que promete trazer muito mais do que mil águas.
aha!
Mas já estamos em Abril que promete trazer muito mais do que mil águas.
aha!
terça-feira, 3 de abril de 2007
Máquina do tempo IV - ano 1460
Coisas e Coisos... Isso e Tal...
Epá, coiso!Capiche?
Pronto... É melhor esclarecer isto de uma vez por todas! Coisas e tal! É sobre isso que vamos falar hoje. Satisfeitos?? Bem, moving on...
O Chapeleiro Louco passou a odiar chá de tanto o beber.
A lebre corre como uma tresloucada pelo jardim do Manuel.
O relógio gosta de passear ao fim-de-semana pela beira-mar.
Ursos polares só comem iogurtes da Danone.
O chocolate faz bem aos rins e ao gato da vizinha.
Os blogguers não são gente doida!
O Coiso e a Coisa fazem coisas, logo coiso!
Isto e aquilo são coisas diferentes que todos odeiam.
Nós gostamos de doces e tal.
Não nos podemos deixar enganar pelo senhor da esquina duas vezes seguidas.
Cientistas sem Diploma uma ova!
Não aprecio canapés de camarão.
É preciso saber tudo sobre a conjuntura da Bulgária do século XVIII.
A Maria Eduarda gosta de correr ao ar livre com a Niniche e com a Cricri.
A freira Salomé esconde um livro de receitas por baixo das saias.
O espantalho poupou dinheiro para ir aos saldos comprar roupa.
A Marge Simpson fez implantes mamários.
O Zé não gosta de ninguém.
A Carla encontrou um scuba verdadeiro na loja dos chineses.
Escrever Ó maiúsculos é de pessoa chique.
No Museu Nacional da Joana, as Joanas têm desconto.
Os Hihihi's hão-de voltar um dia, quando a civilização humana estiver mais fraca.
Os nomes de utilizador serão relembrados num futuro próximo.
Animais e Ritas merecem iPods.
Nunca aceitar folhetos amarelos.
Pontinhos brancos: caspa, lêndeas ou antrax?
Publish Post e tal. Tlim. Já está.
***
segunda-feira, 12 de março de 2007
Máquina do tempo III - ano 1247
Como eu adoro ensopado de ovo!!!
Os miúdos brincam, correm e dançam.
Ninguém os impede.
Chega uma senhora de certa idade,
carregadinha de sacos, e TUMBA!
Laranjas rolam pela rua.
Ovos partem-se em mil.
E as crianças choram por causa do dodói no joelho.
A senhora, agitando a bengala no ar, grita furiosamente.
Pais aparecem de todo o lado, preocupados com os seus meninos.
A coisa parece feia.
ZÁS, TRÁS, PÁS!
Chapada nos miúdos, pestes insolentes
que não sabem parar quietas, quanto mais respeitar os idosos!
Incapacitados, os pais observam a cena.
Dado o raspanete, a podre senhora,
que fica com as suas compras todas esmigalhadas,
afasta-se, apoiada na bengala.
As laranjas e os ovos decoram o chão e enchem-no de uma substância pegajosa.
Muito provavelmente um composto formado por gema, clara e sumo.
Alguns pais amparam o filho ou a filha, levando-o/a para casa.
Outros abanam a cabeça, desiludidos com o comportamento dos miúdos.
Lentamente, todos se dirigem para casa, a fim de tratar das feridas e evitar uma infecção.
As moscas são atraídas pela porcaria que reina na rua.
Uma a uma, as luzes vão-se apagando.
Excepto a luz da casa de uma senhora.
Pé ante pé, ela dirige-se para o local onde havia caído.
Saca de um garfo e põe-se a comer o ovo desfeito.
Deliciada, tira da carteira uma fatia de pão,
molha-o no cimento da estrada e ri-se com prazer.
P.S.1: Não dançem na rua! Ficam já avisados...!
P.S.2: Não se metam com velhinhas com compras e bengala!
P.S.3: Como eu adoro onomatopeias! =P
P.S.4: Quando se magoarem, desinfectem sempre a ferida!
P.S.5: As moscas, apesar de nojentas, são úteis, pois devoram os nossos restos!
P.S.6: Não gastem muita luz, senão, ao fim do mês, a conta da electricidade será alta!
P.S.7: Como eu adoro pão! XD
P.S.8: Não existe
P.S.9!P.S.10: Como podem constatar não existe P.S.9!
P.S.11: Como eu adoro pontos de exclamação!!!!!!!!!!!!!!!!
P.S.12: Não comam aquilo que estiver no chão, especialmente um composto pegajoso formado por gema, clara e sumo!
P.S.13: Isto tem 20 P.S.s!
P.S.14: Como eu adoro ensopado de ovo, pá!
P.S.15: O próximo é o P.S.16!
P.S.16: The Strokes rulam!
P.S.17: Enfartes em velhinhas como a desta história rulam igualmente!
P.S.18: Já não tenho nada para dizer!
P.S.19: Como eu adoro disparates!!! ???? Hahahahaha
P.S.20: Vêem como só há 20 P.S.s?!
domingo, 25 de fevereiro de 2007
* the biggest sigh on Earth *
- As conversas realistas não prestam.
- Sim, são capazes disso.
- Mas os bricabraques são capazes ainda de prestar mais do que as conversas realistas.
- Eu gosto de bricabraques.
- Eu gosto de bacamartes.
- E?
- Tens razão. E também gosto de coleiras.
- Faz sentido.
- Sim, são capazes disso.
- Mas os bricabraques são capazes ainda de prestar mais do que as conversas realistas.
- Eu gosto de bricabraques.
- Eu gosto de bacamartes.
- E?
- Tens razão. E também gosto de coleiras.
- Faz sentido.
Thank you for not smoking.
Sigam o meu conselho: não estejam sempre a ligar e a desligar o candeeiro repetidamente.
Se o fizerem correm o risco de entrarem em convulsões, de começarem a espumar da boca, de revirarem os olhos e de ficarem com soluços (provavelmente, este é o menor dos vossos problemas).
Os vossos vizinhos chamam a ambulância, levam-vos para o hospital; lá, fazem-vos testes e mais testes e mais algumas análises, entubam-vos e põem-vos outro tubo num sítio muito pouco apropriado. Depois mandam-vos para casa, porque, entretanto, as convulsões já pararam e após tanta difamação, já nenhum dos médicos têm a certeza que vocês têm alguma coisa.
Chegam os parentes e os familiares, que começam a aborrecer-vos de morte (dá vontade de ter realmente uma doença mortal qualquer); as convulsões voltam, mas como eles sabem que vão passar daqui a pouco, ninguém chama o 112. Começam a sangrar da orelha direita, depois do nariz, dos olhos, das pontas dos dedos, da orelha esquerda (embora, por norma, as convulsões não causem hemorragias...). Os avós ficam preocupados, chamam a ambulância de novo, que vem mais devagarinho, por pensar que não é grave, levam-vos para o hospital, entubam-vos (não por precisarem, mas por gostarem de entubar as pessoas), põem-vos a soro, via veia cava superior, enfiam-vos novamente o tal tubo bastante desconfortável, fazem-vos análises aos pulmões e dão-vos uma palmadinha nas costas por não fumarem, fazem uma TAC ao cérebro e concluem que têm um tumor operável, mas ainda assim, um tumor.
Levam-vos para o bloco operatório, abrem-vos a cabeça, sugam-vos a inteligência e, por fim, morrem (não se sabe se por falta de inteligência ou se por negligência médica).
Tudo isto, para depois, dizerem aos vossos familiares, que esperam impacientemente na sala de espera:
- Têm sorte. Eles não fumavam.
Se o fizerem correm o risco de entrarem em convulsões, de começarem a espumar da boca, de revirarem os olhos e de ficarem com soluços (provavelmente, este é o menor dos vossos problemas).
Os vossos vizinhos chamam a ambulância, levam-vos para o hospital; lá, fazem-vos testes e mais testes e mais algumas análises, entubam-vos e põem-vos outro tubo num sítio muito pouco apropriado. Depois mandam-vos para casa, porque, entretanto, as convulsões já pararam e após tanta difamação, já nenhum dos médicos têm a certeza que vocês têm alguma coisa.
Chegam os parentes e os familiares, que começam a aborrecer-vos de morte (dá vontade de ter realmente uma doença mortal qualquer); as convulsões voltam, mas como eles sabem que vão passar daqui a pouco, ninguém chama o 112. Começam a sangrar da orelha direita, depois do nariz, dos olhos, das pontas dos dedos, da orelha esquerda (embora, por norma, as convulsões não causem hemorragias...). Os avós ficam preocupados, chamam a ambulância de novo, que vem mais devagarinho, por pensar que não é grave, levam-vos para o hospital, entubam-vos (não por precisarem, mas por gostarem de entubar as pessoas), põem-vos a soro, via veia cava superior, enfiam-vos novamente o tal tubo bastante desconfortável, fazem-vos análises aos pulmões e dão-vos uma palmadinha nas costas por não fumarem, fazem uma TAC ao cérebro e concluem que têm um tumor operável, mas ainda assim, um tumor.
Levam-vos para o bloco operatório, abrem-vos a cabeça, sugam-vos a inteligência e, por fim, morrem (não se sabe se por falta de inteligência ou se por negligência médica).
Tudo isto, para depois, dizerem aos vossos familiares, que esperam impacientemente na sala de espera:
- Têm sorte. Eles não fumavam.
Weeper!
Eu adoro placares!
Acho-os deveras interessantes!
Neles podemos pôr tudo o que quisermos, desde que tenhamos uma boa pastilha elástica ou um pionés de qualidade. Se o placar estiver em condições deverá dispor de uma ou de outra foto dos amigos, de bilhetes de cinema ou de concertos, de um artigo extraordinário que lemos numa revista intelectual, de um desenho espectacular e ainda de um cartão natalicio ou daqueles a desejar as melhoras, assinado por cinquenta pessoas que te adoram!
Uau! * sigh* O placar que tiver isso tudo, deve ser um placar feliz, um placar completo.
Este é, sem dúvida, o post mais estúpido e mais podre que eu já alguma vez escrevi!!!
***
Acho-os deveras interessantes!
Neles podemos pôr tudo o que quisermos, desde que tenhamos uma boa pastilha elástica ou um pionés de qualidade. Se o placar estiver em condições deverá dispor de uma ou de outra foto dos amigos, de bilhetes de cinema ou de concertos, de um artigo extraordinário que lemos numa revista intelectual, de um desenho espectacular e ainda de um cartão natalicio ou daqueles a desejar as melhoras, assinado por cinquenta pessoas que te adoram!
Uau! * sigh* O placar que tiver isso tudo, deve ser um placar feliz, um placar completo.
Este é, sem dúvida, o post mais estúpido e mais podre que eu já alguma vez escrevi!!!
***
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
Máquina do tempo II - ano 2 d.C.
Questão Pertinente
Imaginemos o seguinte diálogo (eu sei que estão fartos de diálogos parvos, mas, por favor, aguentem mais este):
- Olá! Tudo bem?
- Sim e contigo?
- Também está tudo na mesma.
- Olha, gostei de te ver. Manda beijinhos ao teu marido.
- OK. Adeus. Prazer em ver-te!
O diálogo propriamente dito acaba aqui. A verdadeira questão é: será que o individuo A vai entregar os ditos beijinhos ao marido do individuo B ou isto não passa de conversa da treta?Muitas vezes mandamos beijinhos e não sabemos se a tal pessoa a quem os mandámos os recebe. Isto está errado.
Para solucionar este problema, proponho que se entreguem os beijinhos via mail, via carta ou via personna.
Dá mais trabalho do que simplesmente mandá-los boca fora, mas pelo menos é profissional.
***
PS: Este procedimento deve ser utilizado por pessoas cuja barrinha do social esteja vermelha ou amarelinha. Os abraços são recomendados.
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
Tadito.
Como devem calcular, eu não passo de uma brainiac que sonha com um mundo repleto de comentários extensos e engraçados - daqueles de partir o coco a rir, de rebolar pelo chão e de chorar baba e ranho para um lenço.
Pareço um pouco desesperada. Só faltava ir para a rua com um cartaz e gritar a altos berros (redundância) que são precisos comentários urgentemente no blog tal e tal. Eu não quero ser, nem parecer essa pessoa.
Eu sou apenas uma rapariga do campo qque gosta de comer trevos e de guiar o tractor. Uma simples rapariga que gosta de ir à feira com o seu vestido todo janota e comer algodão doce e de andar na roda gigante. Uma rapariga tão simples e caladinha, sardenta e ruiva...
AHA! Quantas mentiras é que se podem contar num minuto? De certeza que isto é um record...
A verdade é: tenho um blog; ninguém o visita, ninguém lê o que ele tem escrito; o blog está triste. Ele está triste, porque não recebe elogios nem piropos.
Façam-no feliz, will you? *
Pareço um pouco desesperada. Só faltava ir para a rua com um cartaz e gritar a altos berros (redundância) que são precisos comentários urgentemente no blog tal e tal. Eu não quero ser, nem parecer essa pessoa.
Eu sou apenas uma rapariga do campo qque gosta de comer trevos e de guiar o tractor. Uma simples rapariga que gosta de ir à feira com o seu vestido todo janota e comer algodão doce e de andar na roda gigante. Uma rapariga tão simples e caladinha, sardenta e ruiva...
AHA! Quantas mentiras é que se podem contar num minuto? De certeza que isto é um record...
A verdade é: tenho um blog; ninguém o visita, ninguém lê o que ele tem escrito; o blog está triste. Ele está triste, porque não recebe elogios nem piropos.
Façam-no feliz, will you? *
terça-feira, 20 de fevereiro de 2007
Mania de escrever no singular!!!
Epa, é o seguinte. Deram-me nas orelhas.
O blog é propriedade do plural e eu tenho estado a exibi-lo no singular. Está errado, está pois.
Estou arrependida, está claríssimo. Pedi perdão às autoridades devidas e agora estou a redigir um pedido de desculpas público para o público, ou seja, para todos vocês.
Quer dizer, fi-lo no privado, privativamente: ninguém me viu a redigir o dito cujo, pois foi feito no meu computador privado, estando eu sozinha, beneficiando da minha privacidade. Mas resumindo, estou a fazer um comunicado que revela a minha inteira responsabilidade por toda esta singularidade e 1ªs pessoas aqui presentes.
Eu tenho uma mania de escrever no singular (lá estou eu oura vez!), mania essa que tem de ser corrigida. Se não for em casa, terá de ser numa instituição especializada. Logo veremos.
Até lá podem contar com muitos e variados posts.
*não que alguém leia isto, mas pronto...*
O blog é propriedade do plural e eu tenho estado a exibi-lo no singular. Está errado, está pois.
Estou arrependida, está claríssimo. Pedi perdão às autoridades devidas e agora estou a redigir um pedido de desculpas público para o público, ou seja, para todos vocês.
Quer dizer, fi-lo no privado, privativamente: ninguém me viu a redigir o dito cujo, pois foi feito no meu computador privado, estando eu sozinha, beneficiando da minha privacidade. Mas resumindo, estou a fazer um comunicado que revela a minha inteira responsabilidade por toda esta singularidade e 1ªs pessoas aqui presentes.
Eu tenho uma mania de escrever no singular (lá estou eu oura vez!), mania essa que tem de ser corrigida. Se não for em casa, terá de ser numa instituição especializada. Logo veremos.
Até lá podem contar com muitos e variados posts.
*não que alguém leia isto, mas pronto...*
Antes de mim, já houve alguém que pensasse num título para um post dum blog
Existem coisas... Baah! Quem é que eu quero enganar? Eu não sei o que escrever aqui!!! Se soubesse não tinha abandonado o blog.
Abandonar não é bem a palavra: esqueci-me de vir cá e de escrever posts, esqueci-me da passe e ainda agora tive dificuldade em me lembrar do username.
Às vezes dá-me"uma gana", como diria o Zé Povinho, de escrever. Nessas alturas mando e-mails: escrevo coisas estapafurdias (existe!!!) e levemente filosóficas (bem, talvez não). Noutras vezes, lembro-me que tenho, eu e a B, um blog e venho até cá espalhar a palavra ao mundo dos nautas.
Nauta...Nauta de marinheiro, mas neste caso marinheiro da Internet...É por isso que se diz surfar na net!!! Wow, eu sou mesmo esperta!
(Tenham compaixão: é tarde, estou deprimida - mentira!!! - e as ideias já não fluem como deviam).
Gostava de ser uma daquelas pessoas que dizem frases emblemáticas e que, mesmo não sabendo, ficam para a história. Gostava de ter dito frases do género: «Responsabilidade: tu não prestas mesmo!» ou «Ser ou não ser! Eis a questão!». Whatever... My point is: tudo o que penso ou escrevo já alguém antes de mim pensou e escreveu. Até mesmo escrever e pensar sobre as coisas que pensamos e escrevemos e que já houve pessoas que o fizeram antes de nós é uma farsa, porque provavelmente também já houve alguém que pensasse isso.
Concluindo: a nossa vida inteira resume-se a uma existência patética, em que sonhamos que podemos vir a ser tão bons como os outros, que nunca o foram, pois houve sempre alguém que pensasse no que eles pensaram e, supostamente, descobriram, antes.
Abandonar não é bem a palavra: esqueci-me de vir cá e de escrever posts, esqueci-me da passe e ainda agora tive dificuldade em me lembrar do username.
Às vezes dá-me"uma gana", como diria o Zé Povinho, de escrever. Nessas alturas mando e-mails: escrevo coisas estapafurdias (existe!!!) e levemente filosóficas (bem, talvez não). Noutras vezes, lembro-me que tenho, eu e a B, um blog e venho até cá espalhar a palavra ao mundo dos nautas.
Nauta...Nauta de marinheiro, mas neste caso marinheiro da Internet...É por isso que se diz surfar na net!!! Wow, eu sou mesmo esperta!
(Tenham compaixão: é tarde, estou deprimida - mentira!!! - e as ideias já não fluem como deviam).
Gostava de ser uma daquelas pessoas que dizem frases emblemáticas e que, mesmo não sabendo, ficam para a história. Gostava de ter dito frases do género: «Responsabilidade: tu não prestas mesmo!» ou «Ser ou não ser! Eis a questão!». Whatever... My point is: tudo o que penso ou escrevo já alguém antes de mim pensou e escreveu. Até mesmo escrever e pensar sobre as coisas que pensamos e escrevemos e que já houve pessoas que o fizeram antes de nós é uma farsa, porque provavelmente também já houve alguém que pensasse isso.
Concluindo: a nossa vida inteira resume-se a uma existência patética, em que sonhamos que podemos vir a ser tão bons como os outros, que nunca o foram, pois houve sempre alguém que pensasse no que eles pensaram e, supostamente, descobriram, antes.
sábado, 20 de janeiro de 2007
Máquina do tempo I - século III a.C.
Normalidade
Coisas normais:
- apanhar o autocarro
- ficar encurralado no trânsito
- chegar atrasado- ter amigos
- comer batatas fritas
- fazer a cama
Mas nós gostamos de ser originais, por isso decidimos escrever um blog e gozar um bocadinho com estas situações tão, tão, tão normais!!!!
- "Toma lá, toma lá!!! Eu vou de carro!!!"
- " brumm, brumm! que sorte!! Eu tenho uma mota!"
- " Chegaste atrasado, tens falta! Aos dois tempos!"
- "*snif* *snif* i'm a lonely guy..."
- "*come uma batata e incha* Oh não!!! Sou alérgico!!! Anti-histamínicos!!! Depressa!"
- "Eh... Hoje, não faço.... Fazer a cama é para os betos."
***
terça-feira, 9 de janeiro de 2007
Zinhinhito?
Diminutivos. Coisas que chateiam ou agregados carinhosos?
Aqui está a pergunta que todos fazem.
Seria mesmo bonzinho se alguém respondesse a esta perguntinha muito depressinha. Estamos todinhos à espera de uma respostazita interessantezinha, para esta questãozinha.
Achamos, contudo, que vieram ao localzinho errado. Pensamos que vocês nos devem ter confundido com pessoazinhas capazes de responder a esse tipinho de perguntinhas. Mas não somos.
Pedimos muitas desculpinhas por este equivocozito.
beijinhos! *
Aqui está a pergunta que todos fazem.
Seria mesmo bonzinho se alguém respondesse a esta perguntinha muito depressinha. Estamos todinhos à espera de uma respostazita interessantezinha, para esta questãozinha.
Achamos, contudo, que vieram ao localzinho errado. Pensamos que vocês nos devem ter confundido com pessoazinhas capazes de responder a esse tipinho de perguntinhas. Mas não somos.
Pedimos muitas desculpinhas por este equivocozito.
beijinhos! *
A maioria deseja... Nós escrevemos sobre o desejado.
Os pais revolucionários desejavam ter a vida das grandes personalidades, conhecê-las, estar no centro das revoluções, erguer bem alto o cartaz que assinalou aquela manifestação inesquecivel.
Os irmãos mais velhos desejavam um emprego estável, ou um emprego qualquer... Nos dias que correm não se pode contar com mais do que isso. Eles desejavam (e achamos que ainda desejam) sair de casa e comprar um carro.
Os avós desejavam que tudo voltasse ao que era dantes. "Com o Salazar é que estávamos bem! Podem dizer mal dele à vontade, mas pelo menos tinhamos os cofres cheios de ouro!!!", "Antigamente o pão era barato, antigamente podiamos ir a pé, sem corrermos o risco de sermos assaltados à frente da esquadra, etc".
Nós, simples aprendizes de laboratório e novatas nesta cena da literatura, escrevemos sobre o que desejamos. Não andamos aí a espalhar aos quatro ventos que gostávamos de ganhar o Euromilhões e que adorávamos que a segurança social não acabasse dentro de poucos anos.
É certo que o dizemos, assim baixinho, só para os que estão próximos, dizemo-lo para quando morrermos, alguém saiba que seria agradavel ser galardoada com prémios e dias nacionais, esquinas e quiçá avenidas, hospitais e jardins!!! Queremos o que Inês de Castro teve. Glória.
Será pedir muito?
Os irmãos mais velhos desejavam um emprego estável, ou um emprego qualquer... Nos dias que correm não se pode contar com mais do que isso. Eles desejavam (e achamos que ainda desejam) sair de casa e comprar um carro.
Os avós desejavam que tudo voltasse ao que era dantes. "Com o Salazar é que estávamos bem! Podem dizer mal dele à vontade, mas pelo menos tinhamos os cofres cheios de ouro!!!", "Antigamente o pão era barato, antigamente podiamos ir a pé, sem corrermos o risco de sermos assaltados à frente da esquadra, etc".
Nós, simples aprendizes de laboratório e novatas nesta cena da literatura, escrevemos sobre o que desejamos. Não andamos aí a espalhar aos quatro ventos que gostávamos de ganhar o Euromilhões e que adorávamos que a segurança social não acabasse dentro de poucos anos.
É certo que o dizemos, assim baixinho, só para os que estão próximos, dizemo-lo para quando morrermos, alguém saiba que seria agradavel ser galardoada com prémios e dias nacionais, esquinas e quiçá avenidas, hospitais e jardins!!! Queremos o que Inês de Castro teve. Glória.
Será pedir muito?
domingo, 7 de janeiro de 2007
CABUM!!!
O Dr. Zeldus Lamborini pediu para a alguém entregar um relatório experimental às 15h em ponto. As destemidas cientistas, que esperavam ansiosamente por um diploma, decidiram que seria uma boa oportunidade para subir na vida e pediram para serem elas a realizar este trabalho. No entanto, por motivos de força maior, só conseguiram entregar o relatório ao seu destino, às 15:47h.
O que é que tem? O que é que podia acontecer? Serem despromovidas?
Por acaso sim. Foi mesmo isso que aconteceu.
Empacotaram os tubos de ensaio, dobraram as batas chamuscadas e foram-se embora.
Há-de haver quem sinta a falta delas.
Todavia, no laboratório 565 elas foram bem acolhidas e foi lá que desenvolveram algumas das suas excelentes peças.
Soube-se mais tarde, que o gabinete do Dr. Lamborini tinha explodido. Todas as provas existentes de que certas experiências e descobertas cientificas tinham lá sido realizadas, tinham desaparecido entre o fogo.
Felizmente, existe alguém que conhece a fórmula do sucesso do investigador e que a pode fazer florescer noutro lugar.
O que é que tem? O que é que podia acontecer? Serem despromovidas?
Por acaso sim. Foi mesmo isso que aconteceu.
Empacotaram os tubos de ensaio, dobraram as batas chamuscadas e foram-se embora.
Há-de haver quem sinta a falta delas.
Todavia, no laboratório 565 elas foram bem acolhidas e foi lá que desenvolveram algumas das suas excelentes peças.
Soube-se mais tarde, que o gabinete do Dr. Lamborini tinha explodido. Todas as provas existentes de que certas experiências e descobertas cientificas tinham lá sido realizadas, tinham desaparecido entre o fogo.
Felizmente, existe alguém que conhece a fórmula do sucesso do investigador e que a pode fazer florescer noutro lugar.
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