O Sr. Saramago pôs-me a pensar.
Pôs-me a pensar em inveja, porque eu o invejo. Assim como tantos outros o devem invejar.
Contudo agradeço-te, Sr. Saramago, pela esperança fútil que, de agora em diante, podem ter milhares de portugueses, cujo sonho é ser um escritor célebre e ganhar um prémio Nobel.
Agora isso nunca há-de acontecer e, por isso, agradeço-te (se eu não ganho, ninguém ganha, certo?).
Que hipótese tem agora um portuguesito, quando, antes dele, estão os angolanos, os holandeses, os vietnamitas, os venezuelanos, pois, portugueses, já houve um a ganhar o tão aclamado prémio. Há que dar oportunidade aos outros que não tiveram a tua sorte, querido Saramago.
Agradeço-te, portanto, a ti e ao teu tão famoso e memorial Convento, ao Cristo que tomou como sua a ocupação dos seus evangelistas, escrevendo um evangelho dele, o egoísta (blasfémia, estará, por esta altura, a gritar a Igreja Católica; ela que me perdoe, que, hoje, não tenho papas na língua!), à jangada de pedra, jangada essa que, supostamente, deveria ter ido ao fundo, ao invés de se manter nos anais da história.
E por tudo isto agradeço-te.
Sincera e profusamente.
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2 comentários:
Vi-o há dois fins-de-semana.
=)
E que bonito ele não devia estar... XD
Eu cá dizia-lhe das boas por causa do pseudo-capítulo dos Santos.
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