Lembrei-me deste título. Parece ser um bom título. O texto deve, portanto, ser igualmente bom.
Ficariam desiludidos se eu confessasse que não me ocorre nada para além deste título, que, após profunda análise, já não parece tão extraordinário?
Olhei para a direita. Encontrei alguém diante duma máquina insurdecedora, a carregar determinadamente num botão, cujo clic arranha um ouvido sensível. Habituei-me a ele e a esse alguém que olha impertubável para um ecrá luminoso, contagiante e perigosamente luminoso.
Olhei para a esquerda, quer dizer, olhei, mais precisamente, para nordeste, perscutando o exterior, em busca de algo mais excitante. Vi uma árvore; um pinheiro. Bravo, será? Não. Provavelmente manso. Estupidamente morto. Mas ele lembrou-me o Natal, festividade que, como tantas outras festa, ao mesmo tempo, consegue aborrecer-me de morte e levar-me a um estado de euforia genuína.
Esta reminiscência do passado (daqui vem o título) em particular é tristonha.
Uso este adjectivo [tristonha] porque quero acentuar a ridicularidade da tristeza da celebração em causa.
Um pinheiro pobremente enfeitado, bolas de algum material, não identificável no momento, com aspecto tosco e uma acumulação horrível de três pacotes embrulhados à pressa, cinco minutos antes.
Estão a ver a imagem?
Que bom. Era esse o meu objectivo. O meu aniversário aproxima-se e embora não seja necessária a presença de um pinheiro, os presentes são bem vindos! =D
Queiram desculpar-me pelo meu oportunismo evidente...
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Um comentário:
não sei porque também penso assim sobre festividades tradicionais..uma seca!!
que muitos fazem(a arvore de natal) por "fazer"...
mas a prendas..ai essas são sempre bem vindas:D
beijocas
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