Secretária. Ser secretária. Atender telefones, redigir textos ditados, sim, isso mesmo.
A quem recorrem os escritores quando precisam de redigir rapidamente um texto? Ham? Às secretárias!
Basicamente, são a única explicação plausível, bastante cara, devo dizer a todos os que decidirem seguir o meu conselho. É um conselho razoável, pois existem milhares de pessoas, neste momento, no Centro de Emprego mais próximo, dispostas a fazer esse trabalho, trabalho esse que o próprio escritor, se bem que não tão depressa, pode fazer. Contudo, e infelizmente, nós, aclamados escritores, descobrimos, tardiamente, que não somos tão agéis na nobre arte da dactilografia.
Não obstante ser uma solução viável para os males da ocupação de escrever, reafirmo que o secretariado é uma opção cara, mas segura. Afirmo-o, e afirmei-o já duas vezes, sem, no entanto, ter feito a devida pesquisa, a devida e necessária averiguação, quanto mais uma investigação! Nada disso: digo isto, ou antes escrevo isto, da boca para fora, ou melhor, de não-boca para fora, mas sim de dedos para o teclado.
A minha ideia original não era escrever sobre este assunto, todavia, devido a certos esquecimentos não prórprios da idade e a divagações tolas, obrigaram-me a tal, ou seja, a contar-vos, paupérrimamente (isto existe?), uma história banal acerca secretárias.
Penso, portanto, que esta é uma altura propícia para confessar que já não percebo a minha própria caligrafia e que, por isso, ficarei muito admirada se daqui, sair algo de valor e aproveito também para revelar, mais uma vez, a urgência de ter uma secretária ao meu dispor, na qualidade de escritora, pois desse modo, esta situação nunca ocorreria, lembrando ainda aos meus queridos leitores e companheiros escritores, que, neste momento estão a ocupar o lugar de leitores, de que este ensaio, se é que lhe posso chamar isso - muito pequeno para isso, não é? - não tem qualquer valor em tribunal, nem como base para decisões na vida real: isto é ficção e, mesmo que não fosse, nunca iriam descobrir, visto não esperar ser uma célebre escritora dentro de dez anos, ao ponto de ter de revelar a minha vida às massas, de transformar a minha casa num museu, ou de construir um memorial, após a minha morte muito chorada.
Coisas efémeras, é o que eu escrevo. Não autobiográficas, não romanceadas, não nada. É exactamente isso: ideias-nada.
São palavras, sílabas, letras que nada significam para além do que está escrito sobre elas no dicionário. Nada do que eu digo ou escrevo é idílico ou didáctico; não tem nada de contributivo, nem de constructivo.
São sinapses, pensamentos fugazes que já estariam escritos, ou esquecidos, há muito tempo, não fosse a minha inabilidade de escrever velozmente e/ou a minha memória de ratinho.
Sinapses, vos digo, que se quebram, apagam e morrem.
***
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7 comentários:
Depois não digas que nunca te fiz comentários.
OMG, tão Nathan Scott! XDD
*
Yap.
And believe me, I'm no Haley James.
haha
HAHA!
Mesmo inside joke. temos de chamar a Marisa. provavelmente é uma das únicas a eprceber a piada.
Too many OTH references.
E a Susana. E as amigas da Susana. E todos os fãs de OTH. Não?
Duh.
haha
tens razão.
Duh right back at you, ou como diria na "da list" right back atja"
8D
Grande "Da List". Deveria ser o novo Dicionário.
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